O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou a marca de R$ 20 bilhões em financiamentos aprovados por meio do programa BNDES Mais Mobilidade, linha de criada para incentivar a renovação da frota de caminhões e ônibus no país. Com o resultado, cerca de 95% dos recursos disponíveis para a segunda etapa da iniciativa já foram comprometidos.
Os números, que serão divulgados oficialmente nesta quarta-feira, mostram a forte demanda pelo programa, lançado dentro da iniciativa Move Brasil. Os interessados ainda podem solicitar financiamento até o dia 28 de agosto, prazo previsto para o encerramento desta fase.
A primeira etapa do programa começou em dezembro do ano passado e disponibilizou quase R$ 10 bilhões em . Já a segunda fase foi lançada em maio deste ano com orçamento de R$ 21,2 bilhões. Apesar da rápida utilização dos recursos, o BNDES não prevê, neste momento, ampliar o limite disponível.
Governo defende programa
O avanço da linha de ocorre em meio a críticas sobre o aumento das operações de financiamento com juros subsidiados em um cenário de juros elevados e restrições fiscais.
Mesmo assim, o governo mantém a defesa da iniciativa. A avaliação é de que o programa ajudou a evitar uma crise no setor de veículos pesados, preservando empregos e estimulando a produção da indústria nacional sem provocar impactos relevantes sobre a inflação.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a velocidade das contratações demonstra a importância da linha de para o setor de transporte.
“Chegamos a aprovar quase 1.400 operações por dia, atendendo frotistas e motoristas autônomos de todo país com condições de facilitadas. Essa linha permite a troca de veículos antigos por uma frota mais segura e menos poluente, reduzindo o custo logístico e impulsionando a indústria nacional”, afirmou.
Quem pode contratar
De acordo com o BNDES, o valor médio dos financiamentos gira em torno de R$ 1 milhão por operação, embora o limite possa chegar a R$ 50 milhões por tomador.
O programa atende transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas vinculadas a cooperativas, empresários individuais e empresas que atuam no transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros.
As operações oferecem custo financeiro entre 11% e 13% ao ano, com prazo de pagamento de até 60 meses e carência de seis meses.
Recursos perto do limite
Com apenas cerca de 5% dos recursos ainda disponíveis, a expectativa é que a procura permaneça elevada até o encerramento do prazo para novas solicitações.
Caso o ritmo de contratação seja mantido, o programa deverá consumir praticamente todo o orçamento previsto para a segunda fase, consolidando o BNDES Mais Mobilidade como uma das principais iniciativas de financiamento voltadas à modernização da frota nacional de caminhões e ônibus.