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Blatter acusa Fifa de copiar Super Bowl e critica influência política em Copa

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Blatter acusa Fifa de copiar Super Bowl e critica influência política em Copa

Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, voltou a criticar a entidade nesta sexta-feira (17) por causa do show de intervalo previsto para a final da Copa do Mundo, que deve ampliar o descanso regulamentar de 15 minutos para quase meia hora.

Em publicação no X, Blatter comparou a decisão ao modelo do Super Bowl, final da liga de futebol americano dos Estados Unidos, conhecida por atrações musicais no intervalo. “As pausas de hidratação foram apenas o começo. No domingo, a final da Copa do Mundo verá o destaque do torneio — o intervalo mais longo da história do futebol. A final da Copa do Mundo como uma cópia do Super Bowl. Para onde estamos indo, Fifa?”, escreveu.

The hydration breaks were just the start. On Sunday, the World Cup final will see the highlight of the tournament – the longest half-time-break in football-history. The World Cup final as a copy of the Super Bowl. Quo vadis, FIFA? #fifa #fifaworldcupfootball #hydrationbreak…

— Joseph S Blatter (@SeppBlatter) July 17, 2026

A programação musical da final tem nomes como Justin Bieber, Shakira, Madonna, BTS e Coldplay entre as atrações previstas. A crítica de Blatter mira a alteração prática no tempo de descanso dos jogadores e a aproximação do evento com um formato de entretenimento típico do esporte norte-americano.

O ex-dirigente também atacou a reversão da suspensão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos. O jogador recebeu cartão vermelho do árbitro brasileiro Raphael Claus por um pisão no defensor Muharemovic, da Bósnia, durante a segunda fase da Copa.

Depois da expulsão, Balogun acabou liberado para disputar a partida seguinte, contra a Bélgica, após interferência de Donald Trump e do governo estadunidense. A seleção dos Estados Unidos entrou em campo com o atacante, mas acabou eliminada.

Blatter afirmou que punições disciplinares no futebol não podem depender de pressões políticas. “Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas. Eles são revertidos por regras, evidências e órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém com o Presidente da Fifa — e um jogador é subitamente absolvido antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo —, a questão é inevitável: Para onde estamos indo, Fifa? O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político.”

Red cards are not overturned by political phone calls. They are overturned by rules, evidence and independent bodies. If a U.S. President intervenes with the FIFA President — and a player is suddenly cleared before a World Cup knockout match — the question is unavoidable: Quo…

— Joseph S Blatter (@SeppBlatter) July 6, 2026

Outro episódio citado pelo ex-presidente envolve o árbitro somali Omar Artan, escalado pela Fifa para atuar na Copa. O governo americano barrou sua entrada no país, e ele ficou fora do Mundial.

Blatter cobrou da organização da Copa garantias para participantes credenciados. “Um país anfitrião da Copa do Mundo da Fifa deve garantir dois princípios fundamentais: a segurança do país — e a entrada irrestrita de todas as equipes, árbitros e juízes qualificados. O caso do árbitro Omar Artan, da Somália, vai contra uma dessas obrigações. A Fifa nunca deve comprometer a universalidade do futebol.”

Blatter presidiu a Fifa de 1998 a 2015, quando deixou o cargo em meio a uma investigação sobre corrupção. Gianni Infantino o sucedeu na entidade e segue no comando da federação internacional.

A FIFA World Cup host country must guarantee two fundamental principles: the safety of the country — and the unrestricted entry of all qualified teams, officials and referees. The case of referee Omar Artan from Somalia is against one of these obligations. FIFA must never…

— Joseph S Blatter (@SeppBlatter) June 13, 2026

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