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Após problemas em voos, Lula volta a defender troca do avião presidencial

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Após problemas em voos, Lula volta a defender troca do avião presidencial

Lula voltou a reclamar das limitações do avião presidencial durante uma reunião com a cúpula militar realizada na semana passada. Segundo a coluna de Bela Megale, do Globo, o presidente mencionou problemas enfrentados em viagens oficiais e retomou a defesa de uma aeronave com maior autonomia para deslocamentos internacionais.

Apesar da insatisfação, uma substituição não deve avançar neste momento. O custo de uma aeronave compatível com as exigências da Presidência é estimado em cerca de R$ 2 bilhões em cotações de mercado, segundo a reportagem, e integrantes do governo consideram que uma compra desse porte poderia gerar desgaste político em pleno ano eleitoral.

A discussão não começou agora. Após uma falha técnica do Airbus VC-1A/A319CJ, durante viagem ao México, em outubro de 2024, Lula afirmou publicamente que havia pedido ao Ministério da Defesa estudos para aquisição de novas aeronaves para substituir o atual avião presidencial. Na ocasião, disse que a Presidência não deveria correr riscos e argumentou que o equipamento seria patrimônio permanente do Estado, independentemente de quem ocupasse o cargo.

Desde então, outros contratempos envolvendo aeronaves utilizadas em compromissos presidenciais mantiveram o assunto em circulação. Eles, porém, tiveram naturezas diferentes. Em março de 2025, uma arremetida em Sorocaba foi atribuída às condições de vento e tratada como procedimento normal. Em outubro daquele ano, um problema técnico atingiu um C-105 da FAB antes de um voo para o arquipélago do Marajó; a aeronave não fazia parte da frota presidencial.

A insatisfação de Lula e da primeira-dama Janja envolve também a autonomia limitada do atual Airbus A319CJ em viagens longas. O presidente defende uma aeronave com mais espaço para reuniões e descanso durante deslocamentos internacionais, que frequentemente exigem escalas ou o uso de outros modelos da FAB. Em março de 2025, por exemplo, Lula utilizou um KC-30 para parte de uma viagem ao Japão devido à maior autonomia.

Por enquanto, porém, a reclamação feita aos militares não produziu uma nova decisão de compra. A substituição continua em discussão, mas o custo estimado e o impacto político de uma aquisição bilionária durante a campanha eleitoral deixam o projeto sem perspectiva de avanço imediato.

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