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Congresso Brasileiro: Anistia à População que Protestou em 8 de Janeiro enfrenta Obstações e Debate Intenso

Expresso Rio
Imagem: Reprodução

A proposta de emenda constitucional que pretende conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro enfrenta forte resistência no Congresso Nacional e já é vista por lideranças políticas como uma pauta com poucas chances de avanço em Brasília.

Nos bastidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, a avaliação predominante é de que não existe ambiente político favorável para abrir um novo embate institucional entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os presidentes das duas Casas, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, evitam sinalizar apoio à chamada PEC da anistia, defendida por parlamentares da oposição após nova decisão do ministro Alexandre de Moraes relacionada aos condenados pelos atos antidemocráticos.

A movimentação ganhou força depois que Moraes suspendeu a aplicação da lei da dosimetria em processos ligados ao 8 de janeiro. Em resposta, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, anunciou o início da coleta de assinaturas para protocolar a proposta de emenda constitucional.

Aliados das presidências da Câmara e do Senado afirmam reservadamente que há preocupação com o impacto político de uma escalada de tensão entre Congresso Nacional e STF.

A avaliação interna é de que uma disputa direta entre os Poderes poderia ampliar o cenário de instabilidade política em Brasília em meio às discussões nacionais sobre segurança institucional e equilíbrio entre Legislativo e Judiciário.

Parlamentares ouvidos nos bastidores também avaliam que o próprio Supremo poderá revisar parte das punições impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, reduzindo penas e diminuindo a pressão política pela aprovação da PEC da anistia.

Esse entendimento vem sendo citado por integrantes do Centrão e por líderes partidários como um dos fatores que esvaziam a urgência da proposta.

Outro ponto considerado pelas lideranças do Congresso é o calendário político. Integrantes da base parlamentar afirmam que o avanço do ano eleitoral reduz significativamente o espaço para discussões complexas envolvendo mudanças constitucionais.

Uma PEC precisa cumprir etapas longas de tramitação, incluindo análise em comissões e votações em dois turnos na Câmara e no Senado, o que torna improvável uma aprovação rápida.

Nos bastidores, parlamentares do Centrão também demonstram resistência ao texto. Deputados avaliam que a proposta dificilmente alcançará apoio suficiente para avançar nas duas Casas legislativas.

Mesmo diante da resistência das cúpulas do Congresso, parlamentares da oposição seguem defendendo a proposta como uma reação ao que classificam como excesso de decisões monocráticas do STF.

O tema vem sendo utilizado principalmente por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentam manter mobilizada a base conservadora em torno da pauta da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O cenário, porém, indica que a proposta deverá enfrentar dificuldades políticas e institucionais para avançar no Congresso Nacional nos próximos meses.

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