A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) oficializou a exoneração de todos os servidores vinculados ao gabinete do deputado estadual Thiago Rangel. Ao todo, 40 assessores, incluindo a chefe de gabinete, foram desligados da Casa após o parlamentar ser preso em operação da Polícia Federal que investiga supostas fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.
A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da Alerj e assinada pelo presidente da Casa, Douglas Ruas, e pelo primeiro-secretário Rosenverg Reis. A medida já havia sido antecipada pela Mesa Diretora em reunião realizada na terça-feira (12).
Com as exonerações, todos os pagamentos relacionados ao gabinete de Thiago Rangel serão encerrados. O deputado também deverá responder a um processo disciplinar no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa.
O desmonte do gabinete ocorre após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidir manter a prisão preventiva do parlamentar. A Corte também vetou a possibilidade de a própria Alerj deliberar sobre eventual soltura do deputado.
Thiago Rangel foi preso pela Polícia Federal durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de irregularidades em contratos ligados à compra de materiais e contratação de serviços para escolas estaduais do interior do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, os alvos da operação seriam ligados a um suposto esquema envolvendo contratos públicos da área da educação estadual.
Com o afastamento de Thiago Rangel e o esvaziamento completo do gabinete, a Alerj já prepara a convocação do suplente Wellington José para ocupar a vaga no Parlamento fluminense.
Wellington José exerceu mandato entre 2021 e 2022 e recebeu mais de 22 mil votos nas últimas eleições. Embora Thiago Rangel tenha sido eleito pelo Podemos, o suplente atualmente integra o União Brasil.
O episódio aumenta a pressão política em torno do caso e amplia a repercussão da investigação no Rio de Janeiro. A manutenção da prisão preventiva pelo STF e o avanço do processo disciplinar na Alerj podem gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos nos próximos dias.
A situação também coloca o nome de Thiago Rangel no centro de uma das principais crises recentes envolvendo parlamentares da Assembleia Legislativa fluminense.
