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Bebê de 2 meses morre após múltiplas fraturas e polícia investiga possível espancamento em Campos

Por Expresso Rio · 23 de Junho de 2026 · 21:46 ·3 min de leitura
Bebê de 2 meses morre após múltiplas fraturas e polícia investiga possível espancamento em Campos

A morte de uma bebê de apenas dois meses está sendo investigada pela Polícia Civil como um possível caso de violência extrema contra criança em Campos dos Goytacazes. A menina morreu no último sábado após permanecer internada no Hospital Ferreira Machado com diversas lesões graves identificadas por exames médicos.

De acordo com informações divulgadas pela autoridade policial responsável pelo caso, a criança deu entrada na unidade hospitalar inicialmente apresentando uma fratura no fêmur. No entanto, durante a internação, exames complementares apontaram um quadro muito mais grave, incluindo fraturas no crânio, na base craniana, na região da têmpora esquerda e nas costelas.

Segundo a investigação, a causa da morte foi confirmada como traumatismo craniano. A polícia informou que os laudos médicos descartaram, até o momento, a hipótese de uma simples queda acidental, indicando que as lesões são compatíveis com agressões severas.

Diante da gravidade do caso, o Conselho Tutelar foi acionado e comunicou os fatos às autoridades policiais. A partir daí, o inquérito passou a apurar a possibilidade de tortura e maus-tratos contra a bebê.

Pai é preso por outro mandado e vira suspeito da investigação

O pai da criança foi localizado e preso nesta segunda-feira em Conselheiro Josino. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado relacionado a um crime de roubo expedido anteriormente pela Justiça.

Paralelamente, a Polícia Civil já representou pela prisão temporária do investigado no caso da morte da bebê. O pedido ainda aguarda decisão judicial.

Segundo a delegada responsável, havia informações de que o suspeito poderia deixar a região nos próximos dias, o que motivou diligências para sua localização.

A mãe da criança também já prestou depoimento. Conforme apurado até o momento, os investigadores trabalham com a informação de que apenas os pais tinham a guarda e os cuidados diretos da menina.

Investigação busca esclarecer dinâmica das agressões

A polícia afirma que ainda não é possível determinar exatamente como as lesões foram provocadas. A dinâmica dos fatos será esclarecida por meio de novos depoimentos, perícias e eventuais acareações entre testemunhas.

Os investigadores destacam que a principal linha de apuração considera que as múltiplas fraturas e o traumatismo craniano não foram consequência de complicações médicas relacionadas à fratura inicial do fêmur, hipótese que chegou a ser cogitada no início do atendimento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca identificar a autoria e as circunstâncias que levaram à morte da criança.

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