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?Vamos derrotar todos”: Lula desafia Marco Rubio a apoiar Flávio Bolsonaro

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?Vamos derrotar todos”: Lula desafia Marco Rubio a apoiar Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, após o governo Donald Trump anunciar tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos. A fala ampliou a tensão entre o Planalto e Washington em meio às acusações de interferência americana nas eleições brasileiras.

Durante a convenção nacional do PDT, na sede do partido em Brasília, na segunda-feira (20), Lula disse que Rubio poderia vir ao Brasil apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. “Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, afirmou.

Sem citar nomes, Lula também declarou que “antigamente traidor era enforcado”. O presidente já chamou integrantes da família Bolsonaro de “traidores da pátria” em outras ocasiões, em críticas à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

Rubio atribuiu a taxação ao governo brasileiro e afirmou que Lula “priorizou seu próprio ego em detrimento de um acordo que vise o bem-estar do povo brasileiro”. Em suas redes sociais, o chefe da diplomacia americana disse que a cobrança representa o preço pelo comportamento do presidente brasileiro e acusou Lula e sua equipe de não negociarem “com os Estados Unidos de boa fé”.

Today, President Trump directed USTR to impose a 25% tariff on most Brazilian imports. Let there be no confusion about why: President Lula and his government have not negotiated with the US in good faith.

His economic policies are bad for Americans and bad for Brazilians. For…

— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 16, 2026

Itamaraty reage a acusações de Rubio contra Lula

O chanceler Mauro Vieira rebateu as declarações de Rubio e classificou as alegações como “inaceitáveis e ofensivas”. Ele chamou o posicionamento do secretário americano de ataque “grosseiro e arrogante” contra um “chefe de Estado de um país amigo” e afirmou que Lula “se empenhou pessoalmente pela abertura de canais de negociação em várias ocasiões”.

Rubio comanda a reformulação da política externa americana sob Trump, marcada por tarifaços e ameaças usadas para obter vantagens econômicas e estratégicas. Filho de imigrantes cubanos e anticastrista, ele costuma mirar governos de esquerda na América Latina e mantém relação próxima com Eduardo Bolsonaro (PL), ex-deputado que vive nos Estados Unidos.

O governo Trump também concedeu green card a Eduardo Bolsonaro em meio a restrições americanas ao acesso à cidadania. O ex-deputado foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação no curso do processo, após a corte concluir que ele atuou nos Estados Unidos para interferir no julgamento em que Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

A nova tarifa de 25% teve como justificativa a Seção 301, com alegações sobre favorecimento ao Pix, acesso ao mercado de etanol, corrupção e desmatamento. O representante americano de comércio, Jamieson Greer, afirmou que as negociações entre Brasil e Estados Unidos ao longo do último ano não resolveram as divergências.

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