Uma luta entre robôs humanoides realizada na China chamou atenção após um dos competidores perder a cabeça durante o combate. O caso aconteceu na quinta-feira (16) durante o URKL (Lenda do Nocaute Definitivo de Robôs), torneio organizado pela empresa chinesa EngineAI e considerado o primeiro campeonato de combate estilo livre para robôs humanoides em tamanho real.
O incidente ocorreu quando o robô conhecido como “Águia Branca” acertou um chute no adversário apelidado de “Matador”. O impacto arrancou a cabeça do oponente, em uma cena que rapidamente passou a circular nas redes sociais e ganhou destaque na imprensa chinesa.
Apesar dos danos, o robô atingido permaneceu em funcionamento e continuou a luta. De acordo com o jornal chinês ‘Global Times’, isso foi possível porque os sistemas centrais do equipamento estão instalados no torso, permitindo que ele mantivesse suas funções básicas mesmo após a perda da cabeça.
Nada pra fazer na madrugada? Que tal porrada entre robôs? Em Shenzhen, na China, aconteceu o primeiro evento de MMA com robôs humanoides do mundo. Um deles perdeu a cabeça mas continuou a lutar. Black Mirror versão UFC. pic.twitter.com/Y8KRvQEQwi
— GugaNoblat (@GugaNoblat) July 18, 2026
Segundo informações publicadas pelo ‘Guangzhou Daily’, os organizadores afirmaram que o caso serviu para demonstrar a resistência estrutural e a capacidade de suportar impactos desenvolvidas para esse tipo de equipamento. O torneio foi realizado em Shenzhen, na China, diante de uma plateia presencial.
Ao todo, 32 equipes de diferentes países foram selecionadas para disputar a competição. Todas utilizaram o modelo EngineAI T800, um robô humanoide de 1,73 metro de altura desenvolvido especificamente para combates. O equipamento é capaz de executar movimentos avançados, como chutes giratórios, além de recuperar rapidamente o equilíbrio após quedas.
Conforme o ‘Guangdong News’, a premiação total do campeonato é de 10 milhões de yuans, valor equivalente a aproximadamente US$ 1,48 milhão. A EngineAI informou que o T800 foi desenvolvido com recursos de controle postural, percepção dinâmica e sistemas de absorção de impacto voltados para disputas de alta intensidade.
O fundador e CEO da EngineAI, Zhao Tongyang, afirmou ao ‘Global Times’ que a competição foi criada com o objetivo de desenvolver uma propriedade intelectual de robôs humanoides de combate com alcance internacional, além de impulsionar pesquisas e acelerar a industrialização desse segmento tecnológico.
Ainda segundo Tongyang, o torneio também funciona como uma plataforma para testar tecnologias consideradas essenciais para a evolução dos robôs humanoides. Entre elas estão o equilíbrio estrutural mecânico, a tomada de decisões inteligentes em nível de milissegundos e a coordenação de sensores multimodais.