O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, foi realocado para a Penitenciária Federal de Brasília no último sábado. Essa mudança ocorreu dois dias após a expedição de um novo mandado de prisão contra ele, no âmbito de uma operação realizada pela Polícia Federal.
Bacellar estava preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, também conhecido como Bangu 8, localizado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, desde 27 de março. Sua prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e é parte de uma investigação sobre o suposto vazamento de informações sigilosas e a obstrução de investigações relacionadas ao Comando Vermelho.
Agora, na unidade prisional em Brasília, Bacellar divide o sistema penitenciário federal com outros notórios presos, como o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado Thiago Raimundo dos Santos Silva, também conhecido como TH Joias.
Uma operação recente deflagrada pela Polícia Federal resultou na prisão do pastor Marcio Poncio, além do cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra Adilsinho e um mandado de busca e apreensão contra o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral. Essa nova fase da investigação foi iniciada após a descoberta de listas que apontam para a existência de registros relacionados a pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal, Bacellar aparece identificado com o codinome “Barba” em duas planilhas de pagamento do bicheiro. O inquérito está apurando uma rede responsável por repassar dados sigilosos de operações policiais, o que compromete ações de combate ao crime organizado no estado.
A investigação começou em dezembro de 2025, com a Operação Unha e Carne, que inicialmente tinha Bacellar como principal alvo. Na ocasião, ele foi acusado de vazar informações da Operação Zargun, realizada contra o Comando Vermelho, supostamente beneficiando o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, apontado como articulador político da facção.
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