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Tragédia no Himalaia deixa 1.019 mortos e mais de 4,4 mil desaparecidos entre Nepal e Tibete

Por 3 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Imagem: Divulgação
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O número de mortos após as enchentes repentinas e os deslizamentos que atingiram a região do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, chegou a 1.019 nesta terça-feira (1º). De acordo com o balanço mais recente divulgado pelas autoridades, 1.003 mortes foram confirmadas no Nepal, enquanto outras 16 vítimas morreram no lado chinês da fronteira. Os números são provisórios e podem sofrer novas alterações conforme avançam as operações de busca e identificação.

A tragédia começou em 26 de agosto, após o colapso de uma grande massa de gelo e rocha em uma região montanhosa do Himalaia. O fenômeno provocou uma violenta corrente de água, lama e detritos, que avançou pelos vales, atingindo comunidades, estradas, pontes e instalações de geração de energia. As circunstâncias geológicas que provocaram o colapso ainda são analisadas por especialistas e autoridades locais.

Além das vítimas confirmadas, 4.462 pessoas permanecem desaparecidas, segundo os dados disponíveis. No Nepal, são 3.916 pessoas sem localização confirmada, entre elas 583 estrangeiros. No Tibete, autoridades chinesas informam 546 desaparecidos, incluindo 261 cidadãos estrangeiros. Entre os grupos atingidos estão turistas, peregrinos, moradores e trabalhadores que estavam em projetos de infraestrutura e usinas hidrelétricas da região.

As operações de resgate continuam em diferentes pontos do Nepal. Uma das principais preocupações envolve trabalhadores ligados a projetos hidrelétricos: autoridades nepalesas informaram que 639 funcionários dessas instalações estão entre os desaparecidos. Helicópteros, equipes terrestres, máquinas pesadas e especialistas enviados por outros países participam dos trabalhos para alcançar regiões isoladas e localizar possíveis sobreviventes. Mais de 11 mil pessoas já teriam sido retiradas das áreas atingidas.

O desastre também mobilizou representações diplomáticas devido ao grande número de estrangeiros desaparecidos. As autoridades trabalham no cruzamento de listas de turistas e trabalhadores, enquanto corpos recuperados passam por procedimentos de identificação. Na Índia, equipes também encontraram corpos em rios conectados às áreas atingidas, mas a vinculação dessas mortes diretamente à tragédia depende de identificação e confirmação pelas autoridades competentes.

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, relacionou a dimensão do desastre aos efeitos das mudanças climáticas e defendeu maior mobilização internacional para enfrentar os riscos ambientais na região do Himalaia. Especialistas vêm alertando para a vulnerabilidade das geleiras diante do aumento das temperaturas, embora a causa específica do colapso que desencadeou esta tragédia ainda esteja sob investigação, não sendo possível atribuí-la exclusivamente a um único fator neste momento.

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