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Tentativa de salvar telescópio da NASA falha e observatório pode reentrar na atmosfera

Por 2 min de leitura Expresso Rio
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A tentativa de prolongar a vida útil do telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory, da NASA, sofreu um revés após problemas técnicos na espaçonave robótica LINK, desenvolvida pela empresa Katalyst Space. A agência espacial norte-americana informou, em 19 de agosto, que o veículo não realizará mais a captura e a elevação da órbita do observatório, como estava inicialmente previsto.

Lançado em novembro de 2004, o Swift atua há mais de duas décadas no estudo de explosões de raios gama e outros fenômenos do Universo. Nos últimos anos, porém, sua órbita baixa vem diminuindo devido ao arrasto atmosférico, situação agravada pelo aumento da atividade solar. O telescópio não possui um sistema próprio de propulsão capaz de realizar a manobra necessária para recuperar altitude.

Para tentar evitar uma reentrada antecipada na atmosfera terrestre, a NASA contratou a Katalyst Space para desenvolver uma operação inédita de manutenção orbital. A espaçonave LINK foi lançada em julho com a missão de se aproximar do Swift, capturá-lo e elevar sua órbita. Durante a fase de comissionamento, entretanto, o veículo apresentou problemas no sistema de controle de atitude, incluindo falhas em rodas de reação e limitações em seu sistema de propulsão.

Apesar das tentativas de estabilização e de atualizações de software realizadas pelas equipes técnicas, NASA e Katalyst concluíram que a captura e o reposicionamento do telescópio não poderiam ser realizados com segurança. A agência, contudo, informou que a LINK ainda deverá tentar operações de encontro e aproximação com o Swift, permitindo testar tecnologias que poderão ser utilizadas futuramente na manutenção, recuperação e extensão da vida útil de outros satélites.

Sem a elevação planejada da órbita, a expectativa é de que o Swift continue perdendo altitude e possa reentrar na atmosfera terrestre ainda em 2026. A NASA já havia alertado que a missão de resgate representava uma oportunidade de testar rapidamente tecnologias de serviço orbital em uma espaçonave que originalmente não havia sido projetada para receber manutenção no espaço.

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