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Rússia acusa Pavel Durov de cumplicidade com terrorismo e busca CEO do Telegram

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Rússia acusa Pavel Durov de cumplicidade com terrorismo e busca CEO do Telegram

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) acusou nesta quarta-feira (29) Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, de “cumplicidade com terrorismo” e anunciou uma ordem de busca internacional contra o empresário. Moscou sustenta que a plataforma tem sido usada por serviços de segurança da Ucrânia para recrutar pessoas dentro do território russo.

O FSB relacionou a acusação à suposta ausência de remoção de conteúdos que, na versão das autoridades russas, serviriam para preparar e coordenar sabotagens, atentados terroristas, massacres e fraudes cibernéticas na Rússia. Durov não comentou diretamente a nova medida anunciada por Moscou.

Em comunicados, o FSB e o Comitê de Investigação da Rússia afirmaram que o chat Daivinchik/Leo, hospedado no Telegram, teria sido usado por agentes ucranianos para abordar jovens russos. As autoridades alegam que esses agentes se passavam por mulheres para atrair usuários e, depois, pressioná-los a cometer crimes.

A conta oficial do Telegram na rede X publicou, após a acusação, uma imagem de Durov fazendo um gesto obsceno com o dedo do meio. Em manifestações anteriores, o empresário classificou o processo russo como um “pretexto fabricado para restringir o acesso dos russos ao Telegram”.

pic.twitter.com/7LEvOWAI3L

— Telegram Messenger (@telegram) July 29, 2026

Durov afirmou que as medidas contra ele buscariam limitar os direitos à privacidade e à liberdade de expressão dos usuários russos. Nascido na Rússia, ele tem 41 anos e também possui cidadania francesa e dos Emirados Árabes Unidos.

As autoridades francesas investigam o fundador do aplicativo sob a alegação de que o Telegram não combateu de forma adequada atividades criminosas na plataforma e não colaborou suficientemente com solicitações das forças de segurança. O empresário nega irregularidades.

A França prendeu Durov em agosto de 2024 e o libertou poucos dias depois. O paradeiro atual do executivo não foi informado.

A Rússia bloqueou o Telegram pela primeira vez em 2018, depois que os responsáveis pelo aplicativo recusaram uma ordem judicial para fornecer aos serviços de segurança acesso a mensagens criptografadas. Mesmo com as restrições, órgãos como o Kremlin e o Ministério da Defesa russo mantêm canais ativos e publicam com frequência na plataforma.

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