O Rock in Rio contará com um esquema especial de segurança envolvendo 7.680 agentes públicos durante os sete dias de festival, que começa na próxima sexta-feira (4), na Cidade do Rock, no Parque Olímpico, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O planejamento foi apresentado nesta sexta-feira (28) por representantes do Governo do Estado e prevê atuação integrada das forças de segurança, emergência e fiscalização.
De acordo com o planejamento divulgado, serão mobilizados 4.500 policiais militares, 1.740 policiais civis, 600 bombeiros, 700 agentes ligados à Operação Lei Seca e 140 profissionais do Segurança Presente. Uma das novidades será uma estrutura voltada ao controle e monitoramento do espaço aéreo, incluindo a fiscalização de drones nas proximidades do evento. A Polícia Civil também informou que manterá equipes especializadas para ocorrências envolvendo violência de gênero, intolerância religiosa e crimes raciais, além de policiais preparados para atendimento a turistas.
O Corpo de Bombeiros terá 600 militares e cerca de 90 viaturas destinadas a salvamento e combate a incêndios. Antes da abertura dos portões, a corporação realizará vistorias nas estruturas temporárias do festival. Também está previsto para 1º de setembro um exercício operacional de resgate na roda-gigante, simulando o atendimento a uma vítima em uma das gôndolas. Segundo a corporação, drones e plataformas para salvamento em altura também estarão disponíveis durante o evento.
A Operação Lei Seca terá 588 agentes distribuídos em dez pontos de fiscalização na Região Metropolitana, além de apoio de motocicletas e drones. Equipes do Detran e do programa Amigos da Lei Seca também estarão dentro da Cidade do Rock em ações educativas sobre os riscos da combinação entre consumo de álcool e direção.
A expectativa da organização é receber aproximadamente 100 mil pessoas por dia. Segundo Gustavo Mostof, diretor de Relações Institucionais da Rock World, cerca de 49% do público deverá vir de fora do Estado do Rio de Janeiro. A estimativa de grande circulação de visitantes motivou a elaboração de uma operação integrada envolvendo segurança pública, trânsito, transporte e atendimento de emergência.
A Prefeitura do Rio também anunciou um planejamento especial para o trânsito no entorno do Parque Olímpico. As vias da região deverão ter bloqueios diariamente entre 14h e 3h, com liberação do tráfego local entre 5h e 14h. Dez pontos de bloqueio utilizarão sistemas de leitura automática de placas, com acesso destinado a moradores previamente cadastrados e veículos credenciados.
Além do impacto sobre a mobilidade e a segurança, o festival deverá movimentar R$ 3,3 bilhões na economia do Rio de Janeiro, segundo estimativa atribuída a estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). A projeção aponta ainda a geração de aproximadamente 33,9 mil postos de trabalho diretos e indiretos durante a operação relacionada ao evento.




