O GSI ganhou ainda mais espaço na estrutura do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Em meio às consequências da Operação Ouroboros, que investiga um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), o governador em exercício Ricardo Couto decidiu ampliar os poderes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e entregou ao secretário-chefe da pasta, Roberto Lisandro Leão, a responsabilidade de responder pelo expediente da autarquia.
A medida foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (14) e representa uma intervenção administrativa direta na gestão do IRM, órgão que entrou no centro das atenções após a operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações apontam suspeitas de um esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 86 milhões em contratos considerados irregulares. Durante a operação, foram presos o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, além de outras quatro pessoas, entre elas o procurador do Estado Marcelo Lopes da Silva e integrantes da família do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL).
A decisão de colocar o chefe do GSI à frente do expediente do Instituto Rio Metrópole sinaliza uma estratégia adotada pelo governo para reforçar o controle sobre áreas consideradas sensíveis da administração estadual. A expectativa é que Roberto Lisandro Leão acompanhe de perto a reorganização administrativa da autarquia enquanto o governo avalia os próximos passos após as investigações.
O movimento também consolida o fortalecimento político e institucional do Gabinete de Segurança Institucional durante a gestão interina de Ricardo Couto. Nos últimos meses, o GSI passou a ocupar papel de destaque em temas estratégicos do Palácio Guanabara, ampliando sua atuação para além das funções tradicionais de segurança institucional.
Com a nova atribuição, o gabinete assume protagonismo na condução de uma das crises administrativas mais relevantes enfrentadas pelo governo estadual em 2026, enquanto as investigações do Ministério Público seguem em andamento para apurar responsabilidades e o destino dos recursos públicos supostamente desviados.




