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Ataque de Israel deixa sete mortos no Líbano e eleva tensão após cessar-fogo

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Ataque de Israel deixa sete mortos no Líbano e eleva tensão após cessar-fogo
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Um ataque aéreo israelense contra o sul do Líbano deixou sete mortos e pelo menos três feridos na manhã deste sábado (15). A ofensiva representa o episódio com maior número de vítimas fatais desde o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos em junho.

Os bombardeios atingiram diferentes áreas da região. Nos arredores do vilarejo de Ansar, uma casa foi atingida e ficou destruída. Equipes de emergência trabalharam entre os escombros para retirar vítimas e encaminhar feridos a uma unidade hospitalar.

A ofensiva ocorre em meio a uma frágil trégua e volta a elevar a tensão na fronteira entre os dois países, que vinha registrando ataques pontuais mesmo depois do acordo destinado a interromper as hostilidades.

Bombardeios atingem diferentes áreas

Além de Ansar, ataques foram registrados no vale localizado entre o vilarejo e Zarariyeh e na serra de Ali al-Taher, um ponto estratégico com vista para a região de Nabatieh.

Casas na cidade de Bint Jbeil, próxima à fronteira entre Líbano e Israel, também foram atingidas. A sequência de bombardeios foi classificada pela imprensa libanesa como uma escalada das ações israelenses no país.

O episódio ocorre meses depois de o Hezbollah lançar, em março, um ataque contra território israelense em apoio ao Irã durante a guerra contra Israel e os Estados Unidos. A ofensiva ampliou o conflito para o território libanês e agravou as tensões no Oriente Médio.

Conflito deixou milhares de mortos

Israel respondeu às ações do Hezbollah com ataques aéreos e uma ofensiva terrestre. De acordo com autoridades libanesas, mais de 4,3 mil pessoas morreram desde então.

O cessar-fogo firmado em junho reduziu a intensidade dos confrontos, mas não interrompeu completamente as ações militares. O Líbano continuou relatando ataques israelenses com vítimas fatais, além da demolição de prédios e outras estruturas civis.

O acordo prevê, entre outros pontos, o desarmamento do Hezbollah e a retirada gradual das forças israelenses do sul do território libanês. Pelo entendimento, o Exército do Líbano deve ampliar sua presença nas áreas deixadas pelas tropas de Israel.

O processo, no entanto, enfrenta resistência. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, acusou as autoridades libanesas de pressionar as Forças Armadas do país para implementar os termos acertados com Israel.

ONU é pressionada a manter missão

Em meio à instabilidade, a Human Rights Watch pediu às Nações Unidas que mantenham suas forças internacionais de paz no Líbano após o término do atual mandato, previsto para este ano.

A organização considera a presença internacional importante para proteger civis e acompanhar possíveis violações de direitos humanos. Israel, por outro lado, tem feito críticas à atuação da missão da ONU na região e considera que ela não tem sido eficaz.

O ataque deste sábado aumenta a pressão sobre o cessar-fogo firmado em junho e volta a colocar o sul do Líbano no centro das tensões regionais.

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