Anunciam que tem muito mais lixo sobre as relações do bolsonarismo com Daniel Vorcaro, envolvendo emendas parlamentares e lavagem de dinheiro.
Também ainda não sabemos quase nada da estrutura de extorsão que achacava não só Vorcaro, mas grandes empresários, ligados ou não a atividades criminosas.
Essa declaração de Eduardo Bolsonaro, em vídeo, é uma confissão de que tem mais gente:
“Próximo ao final do contrato, e diante da possibilidade de perder o diretor, surgiu a oportunidade de atrair um grande investidor (para o filme), que posteriormente se consolidou em um grupo de investidores”.
Que grupo é esse? Quantas figuras de dinheiro, que já eram extorquidas quando Bolsonaro estava no governo, foram abordadas agora com o argumento de que o dinheiro era para o filme?
Sempre lembrando o que os jornalões querem esquecer: que a Abin era usada não só como estrutura do golpe, mas como engrenagem para a produção de dossiês contra amigos do chefão.
Os dossiês, sabe-se há muito tempo, continham informações verdadeiras e falsas sobre o que aliados milionários do bolsonarismo haviam feito no verão passado.
Claro que a Abin nunca mais tocou no assunto, porque mexer nesse pântano seria comprometer a imagem da instituição mesmo sob Lula e ainda iriam cutucar gente que está dentro da agência até hoje.
Quantos desses que figuraram em dossiês continuavam sendo achacados? Saberemos? Só se eles próprios denunciarem ou se aparecerem grampos, como no caso Vorcaro.