A deputada federal Priscila Costa (PL-CE), que esteve no centro da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, tem R$ 1,9 mil descontados mensalmente de seu salário para pagar uma indenização a Manuela D’Ávila. A Justiça condenou a bolsonarista por danos morais após uma publicação falsa feita em 2019.
Priscila insinuou, sem apresentar provas, que Manuela defendia a legalização do incesto. A ex-deputada do PCdoB acionou a Justiça, que determinou o pagamento de cerca de R$ 30 mil e uma retratação pública nos mesmos meios em que a desinformação circulou.
A condenação transitou em julgado em julho de 2024, depois que Priscila recorreu até o Supremo Tribunal Federal sem êxito. A retratação pública ainda não ocorreu.
Entre setembro de 2025 e julho de 2026, quando ainda era vereadora de Fortaleza, Priscila teve aproximadamente R$ 21 mil penhorados. O total descontado deixa uma diferença de cerca de R$ 8 mil em relação ao valor da indenização.
Deputada assumiu vaga na Câmara em agosto
Priscila assumiu o mandato de deputada federal no início deste mês, após Dayany Bittencourt (União-CE) perder o cargo. A Justiça ainda não determinou a penhora do salário pago pela Câmara dos Deputados.
A parlamentar ganhou projeção nacional em junho, durante a disputa interna do PL do Ceará sobre as candidaturas de 2026. Michelle Bolsonaro defendia que Priscila concorresse ao Senado, enquanto Flávio Bolsonaro e o deputado André Fernandes apoiavam Alcides Fernandes, pai do dirigente estadual da sigla.
Michelle também rejeitou a aliança do PL cearense com Ciro Gomes (PSDB), candidato ao governo estadual. Em vídeo, a ex-primeira-dama afirmou que Flávio a havia “maltratada, humilhada e desrespeitada” durante o embate e lembrou críticas feitas por Ciro a Jair Bolsonaro.
A defesa de Priscila procurou os advogados de Manuela para discutir um acordo. Os representantes da ex-deputada afirmaram que o processo será extinto quando a parlamentar quitar a indenização e publicar a retratação determinada pela Justiça.




