O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou, na quinta-feira (13), a liminar pedida pelo deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) para concorrer com o número 22.222. O PL destinou a sequência ao também candidato a deputado distrital Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Vilela disputa o quarto mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal e afirmou ter solicitado ao partido, em outubro de 2025, a reserva do número. O mérito da ação ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.
O relator do caso, desembargador Néviton Guedes, entendeu em análise preliminar que a definição da numeração dos candidatos cabe ao partido político. A decisão impede, por enquanto, que Vilela use a sequência de cinco algarismos iguais na urna.
Ao justificar o entendimento, Guedes apontou que a legislação assegura ao detentor de mandato o “direito de manter” o número usado na eleição anterior e permite que ele peça uma nova numeração. O pedido, porém, não obriga a legenda a conceder a escolha.
Vilela concorreu com 22.193 em 2022
Roosevelt Vilela usou o número 22.193 nas eleições de 2022. Eduardo Torres, por sua vez, concorreu naquele pleito com o 22.777.
O número 22.222 tem cinco dígitos repetidos, formato cobiçado por facilitar a memorização entre os eleitores. A sigla 22 identifica o PL nas eleições.
“Se optar por solicitar, a princípio, é faculdade do partido, como veremos, em sua autonomia, deliberar concedendo ou não o número requerido”, afirmou o desembargador durante o julgamento.
O processo seguirá para julgamento do mérito no TRE-DF. Roosevelt Vilela e Eduardo Torres ainda podem se manifestar nos autos ou recorrer de decisões posteriores da Corte Eleitoral.




