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Quem do bolsonarismo consegue segurar Michelle, a imparável? Por Moisés Mendes

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Quem do bolsonarismo consegue segurar Michelle, a imparável? Por Moisés Mendes
Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Foto: Divulgação/PL

Vem aí o projeto político ‘Imparáveis’, de Michelle Bolsonaro, que serve para explicar a saída do PL Mulher. É a manchete do Globo online desse sábado.

É um plano de comunicação profissional, com foco nas mulheres de direita, que está sendo gestado à margem das estruturas formais do bolsonarismo.

Michelle salta fora dos esquemas do PL de Valdemar Costa Neto para se lançar como grife ‘independente’ e implodir o núcleo político dos enteados.

A contradição exposta e assumida é que a imparável insiste em se apresentar como ajudadora do marido e herdeira do seu legado político.

Também é ruim, pelo azar de uma coincidência, que a palavra tenha semelhança com o adjetivo criado por Bolsonaro para se autodefinir.

Claro que é uma coincidência involuntária, mas como mudá-la sem alterar a ideia central do movimento?

Quem da extrema direita consegue parar Michelle? A palavra escolhida para o projeto parece imexível.

Interessante que não há artigo no início da palavra. Não são As Imparáveis, como poderia ser, pelo fato de que o foco são as mulheres.

São apenas imparáveis, porque o projeto de Michelle é amplo e sem distinção de gênero, desde que sejam apenas dois. O feminismo bolsonarista é muito criativo.


SÓ DÁ ELA

Mariliz Pereira Jorge comenta na Folha a pesquisa Meio/Ideia sobre a mulher mais poderosa do Brasil hoje. Sim, é ela, Michelle, com 15,4% das menções.

Em segundo lugar está Janja, com 9%. A ministra Cármen Lúcia em 4,5% e Dilma Rousseff fica com 2,5%. Por aí dá pra ver que Michelle é imparável.

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