É bom, mesmo que pareça ruim e bobinho, o ensaio de debate sobre a orientação política que predomina no movimento das baratas na Índia. Os jovens nas ruas são de esquerda, são de direita, são disruptivos, são apenas antissistema?
Observadores com idades ao redor dos 50 anos ou mais – e a milhares de quilômetros de distância – tentam usar ferramentas do século 20 para entender as inquietações do século 21, acionadas por gente com 15 a 30 anos.
É uma tarefa grandiosa e inglória, como se viu no Chile dos protestos de rua de 2019, que percorreram caminhos tortuosos, tiveram uma Constituinte fracassada e viram o país eleger José Antonio Kast, um fascista assumido, seis anos depois.
Se derrubarem Narendra Modi, os indianos colocarão o que no seu lugar? As perguntas sobre o movimento das baratas valem pelas próprias interrogações. Hoje, até as baratas não são apenas baratas.