A ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, poderá receber apoio significativo do PT para disputar a Prefeitura da capital em 2028, caso vença a eleição deste ano. A avaliação partiu de um dirigente petista no estado. Com informações de Folha de S.Paulo.
O principal fator citado para essa possibilidade é a escolha do advogado Laio Morais (PT) como primeiro suplente na chapa de Tebet. Se a senadora deixar o cargo para concorrer à prefeitura, Morais assumiria a vaga no Senado.
Laio Morais foi chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante a passagem do petista pelo comando da pasta. Sua presença na suplência cria um interesse direto do PT na eventual eleição de Tebet ao Senado.
A articulação projetada depende de duas eleições: Tebet precisaria conquistar uma cadeira no Senado em 2026 e, dois anos depois, decidir concorrer à Prefeitura de São Paulo. O PSB também terá peso na definição do cenário eleitoral.
PSB e PT têm nomes cogitados para a disputa de 2028
No PSB, há expectativa de que a deputada federal Tabata Amaral volte a disputar a prefeitura. Ela concorreu ao cargo em 2024 e poderá buscar novamente a indicação da sigla para a eleição municipal seguinte.
O PT também mantém nomes no radar para a sucessão paulistana. Entre os cotados estão o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a vereadora Luna Zarattini, que concorre neste ano a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Uma candidatura de Tebet com respaldo petista exigiria entendimento entre PT e PSB sobre a composição da chapa e sobre os projetos próprios das duas legendas. A escolha do primeiro suplente coloca Laio Morais como peça relevante nessa negociação.
Simone Tebet foi ministra do Planejamento e Orçamento no governo Lula e se filiou ao PSB após deixar o MDB. A candidatura ao Senado por São Paulo abre a possibilidade de ela integrar a disputa municipal de 2028, se obtiver mandato em 2026.



