O PL receberá nos próximos dias pesquisas de vários estados com testes sobre Flávio Bolsonaro, Lula e outros nomes para a Presidência. A direção da sigla quer medir se a trégua entre o senador e Michelle Bolsonaro muda os números do presidenciável.
A aproximação entre Flávio e a ex-primeira-dama entrou no radar do partido depois de uma briga pública entre os dois. O resultado dos novos levantamentos deve indicar se o armistício teve algum efeito no eleitorado consultado.
Antes da costura da trégua, o discurso interno do PL era que Flávio não havia perdido votos nas pesquisas da legenda. A chegada de novas rodadas estaduais dará ao partido uma base atualizada para confrontar essa avaliação.
O senador gravou um vídeo um mês depois da publicação feita por Michelle. A movimentação passou a ser lida no partido como sinal de que o desgaste provocado pela disputa ainda exigia gestos públicos de recomposição.
Levantamento da Quest pesa na avaliação do partido
Uma pesquisa da Quest divulgada neste mês indicou que 42% dos entrevistados concordam com Michelle Bolsonaro, enquanto 18% concordam com Flávio Bolsonaro. O dado alimenta a preocupação sobre a diferença de percepção entre os dois nomes.
Um especialista em pesquisas do PL não demonstrou otimismo sobre uma mudança relevante nos números, mesmo depois da troca de gestos de aproximação entre Michelle e o enteado. “O impacto da briga é maior que o impacto do amor”, resumiu.
Os levantamentos encomendados em diferentes estados também incluirão Lula e demais possíveis candidatos à Presidência. Com isso, o PL poderá comparar o desempenho de Flávio em cenários variados, não apenas medir a reação ao conflito familiar.
Em outra frente eleitoral, Minas Gerais aparece como a última cartada do PL para tentar levar o PP ao palanque de Flávio Bolsonaro. A articulação ocorre enquanto o partido busca organizar apoios para a candidatura presidencial do senador.




