A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem até esta terça-feira (2) para informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) devem ser incluídos no inquérito que investiga a atuação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades dos Estados Unidos.
A manifestação foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que defende a ampliação das investigações para incluir Jair e Flávio Bolsonaro entre os alvos do procedimento.
Pedido foi encaminhado por Alexandre de Moraes
No dia 25 de maio, Moraes determinou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentasse parecer sobre a solicitação em até cinco dias úteis. O Ministério Público Federal foi oficialmente intimado da decisão no dia seguinte.
O pedido de ampliação do inquérito foi protocolado por Lindbergh Farias em 18 de maio. Segundo o parlamentar, existem elementos que justificariam a inclusão de Jair Bolsonaro e de seu filho Flávio Bolsonaro na investigação que já apura a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro.
O que pede o deputado Lindbergh Farias
Entre as medidas solicitadas ao STF estão:
- Inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no inquérito;
- Apuração de possíveis conexões envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”;
- Solicitação de informações financeiras ao Coaf, Banco Central, Receita Federal e CVM;
- Cooperação jurídica internacional com autoridades dos Estados Unidos;
- Investigação de possíveis crimes adicionais apontados na petição.
Filme “Dark Horse” está no centro da discussão
De acordo com a petição apresentada ao STF, parte das suspeitas envolve o financiamento do filme “Dark Horse”, projeto cinematográfico que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações citadas no documento, reportagens publicadas em maio de 2026 apontaram negociações entre o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar a produção do longa-metragem.
Os valores mencionados na petição variariam entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões.
O inquérito original apura a atuação de Eduardo Bolsonaro junto a autoridades norte-americanas. Conforme manifestação anterior da Procuradoria-Geral da República, há suspeitas relacionadas a iniciativas para buscar sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas que poderiam impactar o Brasil.
Segundo a petição apresentada ao STF, haveria necessidade de investigar se recursos ligados ao financiamento do filme poderiam ter sido utilizados para custear atividades internacionais atribuídas ao ex-deputado.
A manifestação da Procuradoria-Geral da República não representa decisão definitiva sobre eventual responsabilização dos citados. O parecer servirá como base para que o Supremo Tribunal Federal avalie a possibilidade de ampliar ou não o escopo da investigação.
Até o momento, não há decisão judicial determinando a inclusão de Jair Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro como investigados no caso. A análise segue sob responsabilidade do STF após o posicionamento da PGR.
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