Pular para o conteúdo
Polícia

PF mira grupo suspeito de fraudar emissão de CPFs no Rio

Por 2 min de leitura Expresso Rio
Expresso Rio
Seguir no Google News
Ouvir texto Pronto

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (17), a Operação Malebolge, destinada a apurar um esquema de fraudes na emissão de inscrições no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) no Rio de Janeiro. Segundo a PF, oito mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, são cumpridos na capital fluminense e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

De acordo com a investigação, parte das diligências ocorre na região de Jacarepaguá, incluindo a Cidade de Deus, apontada pelos investigadores como provável área de atuação de integrantes do grupo, além de endereços na Baixada. A PF afirma que as apurações começaram após a identificação de sucessivas tentativas de obtenção irregular de CPFs em unidades de atendimento no Rio.

Os investigadores sustentam que documentos civis supostamente falsificados eram apresentados para possibilitar a emissão irregular das inscrições junto à Receita Federal. A operação também apura a possível participação e corrupção de agentes responsáveis pelo atendimento em unidades credenciadas. Não foram divulgados, até o momento, os nomes dos investigados nem eventual denúncia formal apresentada contra eles.

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, na medida das responsabilidades individualmente apuradas, por crimes como falsificação de documento público e corrupção ativa. Outros delitos ainda poderão ser identificados durante o avanço das investigações. A eventual responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito e da análise do Ministério Público e do Judiciário, sendo assegurada aos investigados a presunção de inocência.

O nome “Malebolge” faz referência à Divina Comédia, de Dante Alighieri. Na obra, o termo identifica a oitava camada do Inferno, destinada a fraudadores, falsários e corruptos. Segundo a PF, a denominação foi escolhida em razão da natureza das condutas investigadas.

Ouvir texto Pronto