Os Estados Unidos retiraram o hidróxido de alumínio da nova tarifa de 12,5% depois de reconhecerem que aproximadamente 40% do abastecimento estadunidense do produto vem do Brasil. O único fornecedor instalado no país não consegue atender à demanda interna, segundo a decisão final divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR.

O insumo aparece entre os 471 produtos adicionais incluídos na lista de isenções após a consulta pública realizada pelo órgão. A sobretaxa sobre as mercadorias não protegidas entra em vigor nesta sexta-feira (24).

O USTR classificou o hidróxido de alumínio como uma matéria-prima essencial e sem substituto adequado. O produto é usado no tratamento de água potável, na fabricação de polímeros resistentes ao fogo, em aplicações industriais e militares, na produção de petróleo e gás e no refino do próprio alumínio.

Empresas estadunidenses argumentaram que uma sobretaxa aumentaria os custos e colocaria em risco a estabilidade do fornecimento. Além do Brasil, Alemanha e Turquia aparecem entre os países que complementam a oferta disponível no mercado dos Estados Unidos.

A exclusão havia sido incorporada também à decisão anterior, que impôs uma tarifa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Com a confirmação na nova investigação sobre trabalho forçado, o produto permanece protegido das duas sobretaxas comerciais anunciadas pelo governo Donald Trump.

A tarifa de 12,5% continua válida para outras mercadorias brasileiras. A exceção concedida ao hidróxido de alumínio não altera a acusação contra o Brasil, mas mostra que Washington preservou produtos cuja taxação poderia atingir diretamente setores estratégicos da própria economia estadunidense.