Erram os que limitam as análises sobre a situação vexatória do Grêmio às questões do futebol. Há alguns dias, o advogado Antonio Vicente Martins, que já foi dirigente do clube, escreveu uma crônica aguda no Facebook sobre a descaracterização do time, da qual pego esse trecho:

“A cultura de um povo, de uma cidade, de uma comunidade, de um time de futebol, de uma empresa precisa ser respeitada. Não precisa ser um gênio para saber que sem uma ideia, sem uma cultura, sem uma ideia que respeite a cultura, não tem como dar certo. O Grêmio hoje é um clube sem ideias e sem respeito à sua cultura, em que os políticos profissionais usam sua estrutura para fazer campanha para a próxima eleição. O departamento consular do Grêmio é um aparelho da política. E isto é só a ponta do iceberg, meu irmão. Só não vê quem não quer”.

Um aparelho da política. É grave. Aparelharam o Grêmio? A extrema direita dinheirista se apropria de tudo hoje, inclusive de uma história de mais de 120 anos? Para fazer campanha para direita e extrema direita?

Quem quiser ficar sabendo o que se passa no clube e no time deve procurar os que ainda circulam, com os olhos arregalados, no entorno da arena. Não há como fechar os olhos. E, para completar, o patrocinador desse time disforme e frouxo é o véio da Havan.