O engenheiro Hélio Marcial de Faria Pereira morreu na madrugada desta quinta-feira, 23 de abril de 2026, no Rio de Janeiro. Reconhecido por sua atuação em projetos relevantes da cidade, ele faleceu em casa. O sepultamento está marcado para esta sexta-feira, às 11h, no Cemitério São João Batista, com velório na Capela 8.
Conhecido como Dr. Hélio no meio profissional, ele construiu uma carreira sólida na engenharia brasileira ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990. À frente da HM Gerenciamento e Supervisão de Obras de Engenharia, participou diretamente da coordenação de empreendimentos de grande porte no Rio de Janeiro.
Entre os projetos que marcaram sua trajetória estão os edifícios do Serpro e do IMPA, além do Condomínio Alfa Barra e do Shopping Iguatemi. Obras que ajudaram a moldar o desenvolvimento urbano da cidade e consolidaram seu nome no setor.

A trajetória profissional teve início ainda no Banco do Estado da Guanabara. Na instituição, participou da construção do edifício do BEG, que à época se destacou como um dos primeiros arranha-céus do Rio, com 33 andares. A inauguração ocorreu em 1960, durante o governo de Carlos Lacerda.
Filho do desembargador André de Faria Pereira e de Maria da Penha, Hélio Marcial também construiu uma vida familiar sólida. Foi casado com Sonia Maria, filha do escritor Malba Tahan, com quem teve três filhos.
No começo da carreira, viveu na Ilha do Governador, onde atuou na abertura de vias e na construção das primeiras casas da região. Foi nesse período que deixou um dos legados sociais mais duradouros: a fundação da Escola Modelar Cambaúba, criada em 1958 como uma cooperativa de pais sem fins lucrativos e que segue em funcionamento.
Ele também participou da criação do Iate Clube Jardim Guanabara, contribuindo para o desenvolvimento social e esportivo da região.
Já na década de 1990, passou a morar em São Conrado, impulsionado pela proximidade com o campo de golfe esporte que praticava com entusiasmo, apesar de se definir como um “eterno iniciante”.
Nos últimos anos, vivia em Nogueira, em Petrópolis, onde reunia a família com frequência. Os encontros eram marcados por momentos simples, como churrascos e partidas de futebol com filhos e netos.
Descrito pelos familiares como alguém bem-humorado e exigente, Hélio Marcial valorizava a disciplina tanto na vida pessoal quanto na profissional. Era admirador de música, com preferência por Frank Sinatra, Aldir Blanc e Martinho da Vila, além de gostar de dançar.
Segundo a família, ele enfrentou a vida com determinação, sempre priorizando a segurança e o bem-estar dos seus. A morte ocorreu de forma tranquila, sem dor, no dia de São Jorge data que, segundo os familiares, simboliza sua postura de coragem diante da vida.
Em nota, a família destacou o perfil humano do engenheiro: “Hélio foi altruísta, generoso e dedicado à família e aos amigos. Um homem que cumpriu sua missão”.



