MPRJ de olho na Dutra: suspensão de obras pode parar obras em Nova Iguaçu

Expresso Rio
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Imagem: Reprodução

Suspensão obras marca um novo capítulo nas intervenções da Rodovia Presidente Dutra. Segundo informações do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, falhas no sistema de drenagem em trechos que passam por Nova Iguaçu podem agravar alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

A recomendação foi direcionada à concessionária Ecovias Rio Minas, com pedido de suspensão imediata de obras em pontos críticos. De acordo com a apuração, os problemas identificados podem impactar diretamente bairros já afetados por enchentes frequentes.

De acordo com o órgão, há inconsistências técnicas em projetos de drenagem, especialmente em regiões como Posse e áreas próximas ao Canal Vigário Maranhão, em Comendador Soares. Nesses locais, as investigações apontam risco real de agravamento de alagamentos.

O MPRJ solicita que novas modelagens hidrológicas sejam apresentadas, além de projetos executivos completos e detalhamento da metodologia utilizada no cálculo da vazão das águas pluviais.

No bairro Cacuia, a promotoria exige acesso a todos os estudos hidrológicos já realizados, bem como informações sobre a aprovação dos projetos junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres. Ainda segundo o órgão, é necessário detalhar medidas de mitigação dos impactos causados pelas obras.

Já na região da Cerâmica, o Ministério Público aponta divergências entre os projetos apresentados e as intervenções em execução, o que levanta questionamentos técnicos adicionais.

A recomendação inclui ainda a criação de um canal permanente de comunicação entre os envolvidos, visando maior transparência e acompanhamento contínuo das ações.

A concessionária terá prazo de dez dias para informar quais medidas serão adotadas. Ainda não há confirmação oficial sobre a suspensão total das obras, mas a recomendação pode impactar diretamente o cronograma das intervenções.

Segundo o MPRJ, uma reunião realizada em março reuniu representantes da concessionária, da prefeitura de Nova Iguaçu e da ANTT. No entanto, parte das medidas acordadas não teria sido executada integralmente, o que motivou novas exigências.

O caso mantém sob atenção uma das principais rodovias do país e reforça o debate sobre infraestrutura urbana e prevenção de enchentes na Baixada Fluminense.

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