Seduct investe em avanços da alfabetização na rede municipal de ensino

Expresso Rio
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Seduct investe em avanços da alfabetização na rede municipal de ensino

O ano de 2025 foi marcado por avanços na alfabetização na rede municipal de ensino e, para 2026, ações já estão sendo tomadas para transformar um quadro promissor em realidade. Dados referentes à alfabetização foram apresentados pela Diretoria Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) em reunião de alinhamento com gestores de creches e escolas no IFF Campos Centro, na quinta-feira (9). Esses dados mostram um painel promissor e sustentam uma política de alfabetização organizada em cinco frentes: governança, formação pedagógica, acompanhamento in loco, monitoramento por dados e mobilização simbólica.

Na avaliação da diretora pedagógica Viviane Terra, o avanço na alfabetização ganha consistência quando a rede investe em método e continuidade como estratégias de ação. “A alfabetização deixou de ser apenas uma meta pedagógica e passou a ser uma construção de rede, com responsabilidade compartilhada e acompanhamento permanente”, afirmou. Ela aponta ainda que a meta em alcançar 58,2 na nota do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) em 2026 faz parte das propostas mais robustas que a Seduct vêm implementando em relação à alfabetização.

A agenda para este ano começou com foco ainda maior na estruturação da política de alfabetização. Em janeiro, foi divulgada a comissão responsável pela Política Municipal de Alfabetização, formada a partir da Portaria nº 251/2025. A comissão passou a atuar no diagnóstico da rede, na definição de metas e na construção de diretrizes alinhadas ao CNCA. Em fevereiro, a Escola de Formação de Educadores Municipais (EFEM), sediou o lançamento do Programa de Leitura e Escrita na Educação Infantil (PRO-LEEI) e capacitação em práticas de linguagem oral, leitura e escrita na Educação Infantil. Viviane destacou que essa etapa consolida a base da aprendizagem. “A política para alfabetização começa a ganhar mais corpo quando a rede define responsabilidade, forma seus profissionais e acompanha o desenvolvimento desde a educação infantil”, afirmou.

Ainda em fevereiro e março, a rede ampliou o trabalho voltado aos gestores e aos anos iniciais. No final de fevereiro, o IFF Campos Centro recebeu um novo encontro de alinhamento com gestores escolares, quando a Diretoria Pedagógica apresentou orientações para 2026, como a organização da educação infantil, a implantação das Trilhas Essenciais nos anos iniciais e o uso de simulados mensais como instrumento diagnóstico. No dia 2 de março, o Palácio da Cultura abriu o Percurso Formativo Regional Alfabetização Contextualizada e Reflexiva, com foco nos dois primeiros anos do Ensino Fundamental. A partir de março, a rede passou a intensificar o monitoramento do CNCA, integrar as ações ao Programa Pró-SAEB e reforçar o acompanhamento das turmas, com atenção especial ao desempenho e às necessidades de cada escola.

O ano de 2026 também incorporou um elemento de mobilização que ajuda a dar identidade à política. No dia 7 de abril, a Seduct divulgou o resultado da escolha dos nomes dos mascotes da alfabetização e da aprendizagem, que somou 7.670 votos da comunidade escolar. Goytaré, mascote da Alfabetização, passou a representar a entrada no universo da leitura, da escrita e do raciocínio lógico. Já Educaré, mascote da Aprendizagem, simboliza o cuidado contínuo com a aprendizagem. “Mais do que personagens de apoio, os dois se tornaram instrumentos de pertencimento e engajamento”, ponderou Viviane.

Continuidade do bom trabalho

Viviane aponta que o planejamento de ações para 2026 dá continuidade ao que foi desenvolvido ao longo de 2025 e destaca algumas dessas iniciativas. Em julho, foi realizado o I Simpósio Municipal de Educação, que reuniu professores, gestores e pesquisadores no Teatro Trianon para discutir práticas pedagógicas, avaliação e recomposição das aprendizagens em diálogo com o CNCA e com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O encontro reforçou a ideia de que a alfabetização depende de planejamento, governança e formação contínua.

Entre agosto e setembro, a Seduct ampliou a discussão para temas que também interferem diretamente no processo de aprender a ler e a escrever. Os destaques foram o IV Seminário Municipal de Educação para a Diversidade, abordando inclusão, equidade e enfrentamento das desigualdades, e “Do dado à prática: o 2º ano em foco pelo Alfabetiza RJ”, que trabalhou leitura de indicadores, com foco em matrizes de Língua Portuguesa e Matemática. Ambos os eventos aconteceram no Teatro de Bolso. Segundo Viviane, a alfabetização também se fortalece quando a rede compreende que aprender exige acolhimento e precisão pedagógica. “Não basta medir. É preciso interpretar os dados e transformá-los em ações concretas”, afirmou.

Ainda em setembro, a valorização das boas práticas ocupou o centro da agenda. A premiação do concurso “Partilha de Saberes e Boas Práticas”, realizada no auditório da Prefeitura de Campos, reconheceu experiências que já vinham produzindo resultados em leitura, produção textual e letramento. O projeto “Na Mala dos gêneros: textos que viajam”, da E.M. José do Patrocínio, ficou em primeiro lugar, seguido por “Palavras que Contam Histórias” e “Jornal Escolar como Recurso Pedagógico Inclusivo na Alfabetização e Letramento”.

No fim de 2025, a política avançou para a etapa de consolidação dos instrumentos de avaliação e acompanhamento. Em novembro, a rede intensificou a preparação para a avaliação do CAEd, enquanto em dezembro começaram as visitas técnicas durante o Avalia RJ, com observação da organização, da logística, da participação dos alunos e da atuação das equipes escolares.Em dezembro, a Seduct divulgou um balanço oficial que reuniu os resultados do ano e consolidou o trabalho em governança, formação, infraestrutura pedagógica, reconhecimento de boas práticas e uso das avaliações como apoio ao planejamento.

Para Viviane Terra, o conjunto dessas ações mostra que a alfabetização em Campos está sendo tratada como política de rede, com metas, acompanhamento e participação coletiva. “Quando a escola, a família e a gestão caminham juntas, a alfabetização deixa de ser um resultado isolado e passa a ser parte de um projeto de futuro para toda a rede. E o resultado desse trabalho em conjunto só pode ser algo efetivo e positivo para a Educação”, concluiu.

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