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Moraes manda prender réu do 8 de Janeiro que fugiu para a Espanha após emitir passaporte no México

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Moraes manda prender réu do 8 de Janeiro que fugiu para a Espanha após emitir passaporte no México

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou prender preventivamente o bolsonarista Apolo Carvalho da Silva, de 28 anos, réu por crimes relacionados aos atos terroristas de 8 de Janeiro que fugiu do Brasil e chegou à Espanha. A decisão também bloqueia contas, investimentos, criptomoedas e outros bens do mineiro, natural de Uberaba.

Moraes assinou a ordem sigilosa em 29 de julho e expediu um novo mandado de prisão porque a determinação anterior perdeu a validade em maio. Apolo deixou o país mesmo com ordem de prisão em aberto e, para o STF, permanece em local incerto e não sabido.

Apolo rompeu a tornozeleira eletrônica em 10 de junho de 2024 e seguiu para a Argentina. Na sequência, passou por Peru e Colômbia até alcançar o México, de onde conseguiu embarcar para a Europa.

No México, ele registrou um boletim de ocorrência em que alegou ter perdido o passaporte enquanto atuava como turista. Com o documento, solicitou uma nova via no Consulado do Brasil na Cidade do México, que emitiu o passaporte em 29 de setembro.

Passaporte foi cancelado após emissão no consulado brasileiro

Apolo permaneceu no estado mexicano de Querétaro entre janeiro e dezembro de 2025. s diplomáticas, funcionários consulares e adidos da Polícia Federal no México não identificaram restrições contra ele antes da emissão do documento, que acabou cancelado em janeiro.

Na decisão, Moraes afirmou que o rompimento da tornozeleira e a fuga justificavam a retomada da custódia. “Logo, não resta alternativa diferente do restabelecimento da prisão preventiva do acusado Apolo Carvalho da Silva, o qual encontra-se em local incerto e não sabido”, escreveu o ministro.

O bloqueio financeiro atinge contas bancárias, fundos, aplicações, criptomoedas, bens móveis e imóveis. Moraes apontou que a medida busca assegurar a eficácia da persecução penal e classificou a providência como “necessária, adequada e urgente”.

Apolo responde por incitação ao crime e associação criminosa. A defesa dele não foi localizada para comentar o novo mandado de prisão e as medidas patrimoniais determinadas pelo STF.

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