O pastor Silas Malafaia avisou a aliados que só abandonaria a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência se surgisse algum escândalo de corrupção ou desvio de dinheiro ligado ao senador.

A jornalista Bela Megale revelou nesta segunda-feira (20) que Malafaia mantém apoio integral a Flávio e diz a pessoas próximas não acreditar que esse tipo de caso venha a ocorrer.

Malafia, no entanto, finge não lembrar das investigações sobre o crime de “rachadinha”, a contabilidade da loja de chocolates de Flávio, as mansões de valor incompatível com o salário de senador e o “incentivo” milionário de Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”.

Aliados do presidenciável também relataram conversas com o líder religioso sobre a possibilidade de um vídeo privado do senador vir à tona durante a campanha.

Malafaia respondeu nessas conversas que a eventual divulgação de um vídeo privado não o afastaria de Flávio, diferentemente da hipótese de corrupção ou desvio de dinheiro.

Defesa prevista para eventual material íntimo

O entorno de Flávio afirma que já desenhou uma estratégia de reação caso um material íntimo envolvendo o candidato apareça publicamente.

Nesse plano, Fernanda, esposa de Flávio, assumiria o papel principal na defesa pública do marido diante de uma eventual crise causada pelo vídeo.

As conversas separaram o risco político de um vídeo privado da condição citada por Malafaia como limite para seu apoio: um caso financeiro ligado diretamente ao senador.

A aproximação política também envolve a família do pastor: Samuel Malafaia, irmão de Silas, será suplente na chapa do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro ligada a Flávio.