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Política

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao início das convenções partidárias, nesta segunda-feira (20), com palanques definidos em 25 estados e no Distrito Federal, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) ainda enfrenta indefinições em seis estados. O único ponto em aberto para o petista é Goiás; no caso de Flávio, faltam nomes em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.

As convenções partidárias vão até 5 de agosto e servem para que partidos e federações escolham candidatos, definam disputas por cargo e deliberem sobre coligações. Depois dessa etapa, legendas, federações e coligações têm até 15 de agosto para registrar formalmente as candidaturas na Justiça Eleitoral.

A propaganda eleitoral geral começa em 16 de agosto, nas ruas e na internet. A legislação permite convenções presenciais, virtuais ou híbridas, e as federações precisam realizar encontros unificados com a participação dos partidos que tenham direção na circunscrição.

Lula avançou na montagem dos palanques ao fechar a pré-candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) ao governo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. O estado costuma ter peso decisivo na disputa presidencial e era tratado pelo PT como um dos principais nós da articulação nacional.

Goiás concentra o último impasse do PT

Antes de optar por Patrus, Lula tentou viabilizar outros nomes em Minas Gerais, entre eles o senador Rodrigo Pacheco (PSB), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o empresário Josué Gomes (PSB) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). A definição reduziu a lista de pendências do presidente a apenas um estado.

Em Goiás, o diretório nacional do PT diverge da posição local. Em reunião na última segunda-feira (13), o PT goiano manteve apoio à pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT), enquanto Lula defende a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) como nome da legenda ao governo. Accorsi, que preside o diretório estadual, resiste à proposta e endossou o apoio a Bueno.

O evento nacional do PT está marcado para 2 de agosto, em São Paulo, e deve oficializar Lula como candidato à reeleição com Geraldo Alckmin (PSB) novamente na vice. Flávio Bolsonaro, além dos impasses estaduais, ainda não definiu o nome que vai compor sua chapa na disputa ao Palácio do Planalto.

No campo de Flávio, articuladores avaliam que Pernambuco e Alagoas podem terminar sem coligação oficial. No Espírito Santo, o PL negocia apoio ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), em acordo com o Republicanos; no Ceará, mesmo após a crise entre Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio, o partido deve manter apoio à candidatura de Ciro Gomes (PSDB). Maranhão e Amapá seguem sem definição, enquanto Eduardo Braide (PSD), líder nas pesquisas no Maranhão, nega acenos ao PT ou ao PL e fechou chapa com Lahésio Bonfim (Novo) ao Senado ao lado de André Fufuca (PP).

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