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Justiça

Luigi Mangione admite ter atirado em CEO e se declara culpado

3 min de leitura Expresso Rio
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Luigi Mangione admite ter atirado em CEO e se declara culpado
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Luigi Mangione, de 28 anos, admitiu em tribunal federal de Manhattan ter atirado no executivo Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, em dezembro de 2024. Nesta sexta (14), ele se declarou culpado de duas acusações federais de perseguição que resultaram em morte.

Durante a audiência, conduzida pela juíza Margaret M. Garnett, Mangione afirmou que imprimiu uma arma em 3D e a equipou com silenciador antes de ir a Nova York. “Eu atirei no Sr. Thompson em Manhattan”, disse, acrescentando que sabia que sua conduta era ilegal e poderia causar morte ou lesão corporal.

As acusações federais não são de homicídio, mas cada uma prevê pena máxima de prisão perpétua. Uma trata de perseguição interestadual que resultou em morte; a outra envolve perseguição por meio de instalações interestaduais com o mesmo resultado.

Mangione relatou que sofria havia anos com dores causadas por uma lesão nas costas e enfrentava dificuldades com o sistema de saúde. Ele disse que pesquisou na internet a conferência anual de investidores da UnitedHealth Group, marcada para 4 de dezembro de 2024 em Nova York, e enviou um e-mail à empresa fingindo ser investidor para obter informações sobre o encontro.

Julgamento por homicídio continua previsto no estado de Nova York

A Justiça marcou a sentença federal para 18 de dezembro de 2026. A declaração de culpa ocorre a menos de um mês do julgamento estadual, previsto para 8 de setembro, que trata diretamente da morte de Thompson.

A Promotoria de Manhattan acusa Mangione de matar o executivo, de 50 anos, em frente a um hotel da cidade. Thompson caminhava para participar da conferência de investidores da UnitedHealth Group quando foi baleado.

Mangione havia se declarado inocente das acusações estaduais. A defesa sustenta que os processos federal e estadual se baseiam nos mesmos fatos e pode tentar derrubar a ação por homicídio sob o argumento de que ele não pode ser julgado duas vezes pelo mesmo crime; a Promotoria de Manhattan deve contestar a tese.

Em carta à Justiça, o promotor Joel Seidemann afirmou que eventuais declarações de culpa precisam considerar “a gravidade dos crimes do réu, a perda de uma vida inocente e o impacto desses crimes na família da vítima”. A juíza Garnett retirou em janeiro duas acusações federais, entre elas uma que poderia permitir pena de morte.

No processo estadual, o juiz Gregory Carro rejeitou uma acusação de terrorismo por considerar as provas legalmente insuficientes, mas manteve a imputação de homicídio em segundo grau. Caso haja condenação nessa ação, Mangione poderá receber de 25 anos de prisão à prisão perpétua, além da pena federal.

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