A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgou que uma espingarda que não foi entregue à Polícia Federal (PF) está atualmente em posse de uma empresa especializada em artigos bélicos localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Essa informação foi divulgada após o Exército entregar seis armas de propriedade de Bolsonaro à PF, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os advogados de Bolsonaro esclareceram que a espingarda em questão é uma Espingarda Maestro Arms Company, de calibre 12 GA, que foi recebida como presente. De acordo com a defesa, “o referido armamento, recebido pelo peticionário a título de presente, sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa, circunstância que explica sua permanência naquele estabelecimento comercial até o presente momento”. No entanto, não foi apresentada explicação sobre o paradeiro de outra arma que também não foi incluída na remessa entregue pelo Exército, uma Pistola Glock, de calibre 9×19 mm Parabellum.
É importante destacar que Bolsonaro tem um total de 11 armas registradas em seu nome. As armas entregues pelo Exército à PF incluem uma Pistola Forjas Taurus calibre .380 Automatic, uma Pistola Forjas Taurus calibre .40 Smith & Wesson, uma Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm, uma Espingarda Typhoon calibre 12 GA, uma Pistola Arex calibre 9×19 mm Parabellum e uma Pistola SIG-Sauer calibre 9×19 mm Parabellum.
Além disso, outras duas armas, uma carabina e uma pistola Caracal, haviam sido entregues à PF em março de 2023 por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Já uma pistola Glock 9 mm foi apreendida em junho durante uma blitz em Brasília, quando estava em posse de um sargento do Exército que trabalha na segurança de Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão domiciliar de Bolsonaro e não reconheceu a ocorrência de “falta grave”, alinhando-se com a manifestação da Procuradoria-Geral da República. A investigação da PF concluiu que Bolsonaro não cometeu crime no episódio da arma apreendida, mas indiciou o sargento do Exército. Moraes também determinou a revogação do registro de CAC de Bolsonaro, advertindo que o descumprimento das regras ou das cautelares poderá levar ao retorno imediato ao regime fechado. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
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