Empresários e representantes do setor financeiro deixaram Brasília na noite desta segunda-feira (31) após participarem de um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio da Alvorada. O encontro durou cerca de três horas e reuniu nomes de grandes grupos empresariais e instituições financeiras do país. Entre os participantes estava o empresário Joesley Batista, da J&F.
Segundo informações publicadas pela coluna da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles, alguns dos convidados foram registrados deixando o Terminal Executivo do Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 23h15. A publicação relata ainda que ao menos cinco jatos particulares teriam chegado à capital federal por volta das 19h50, antes do jantar. A informação sobre a quantidade de aeronaves deve ser atribuída à apuração da coluna, não havendo, até o momento desta publicação, detalhamento oficial divulgado sobre passageiros, propriedade dos aviões ou planos de voo.
Além de Joesley Batista, o encontro reuniu nomes de diferentes segmentos do empresariado e do sistema financeiro. Reportagens publicadas após o jantar apontam a presença de executivos como André Esteves, do BTG Pactual, Luiz Carlos Trabuco, ligado ao Bradesco, Roberto Setúbal, do Itaú, além de outros representantes de grandes companhias brasileiras. Integrantes da área econômica do governo também participaram da reunião.
Durante o encontro, temas econômicos estiveram entre os assuntos discutidos. De acordo com relatos divulgados pela imprensa, foram abordadas questões como política fiscal, juros, investimentos e o ambiente econômico brasileiro. Lula teria defendido o compromisso do governo com as contas públicas e manifestado interesse na redução das taxas de juros, respeitada a autonomia do Banco Central.
A realização do jantar também ganhou repercussão política em razão do calendário eleitoral. Antes do encontro, integrantes da campanha governista demonstraram preocupação com eventuais questionamentos sobre a realização de reuniões de caráter político-eleitoral no Palácio da Alvorada. Até o momento, porém, a simples participação de empresários no jantar ou o deslocamento em aeronaves privadas, isoladamente, não representa comprovação de qualquer irregularidade.




