O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizou uma operação contra suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais pelo Instituto Estadual do Ambiente e pela Comissão Estadual de Controle Ambiental, envolvendo 14 servidores. Esses indivíduos estão sendo investigados por crimes como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e crimes ambientais.
O presidente da Comissão Estadual de Controle Ambiental, Maurício Couto Cesar Junior, foi afastado de suas funções por decisão da Justiça. Além disso, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a Cesar Junior, ao ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Renato Jordão Bussiere, e ao ex-vice-presidente da autarquia, José Dias da Silva. As buscas ocorreram em várias regiões, incluindo a Barra da Tijuca, Freguesia, Lagoa, Laranjeiras, Maricá e São Pedro da Aldeia.
Nos endereços visitados, os agentes encontraram grande quantidade de dinheiro e objetos de luxo, como relógios. Esses itens foram apreendidos para serem contabilizados. A operação, batizada de Hidra de Lerna, visa apurar a suposta emissão de licenças e autorizações ambientais irregulares entre 2024 e 2025, com base em pareceres técnicos que não atendem às exigências legais e procedimentos administrativos.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo eletrônico dos investigados e proibiu Maurício Couto Cesar Junior de acessar as dependências da Comissão Estadual de Controle Ambiental e do Instituto Estadual do Ambiente, bem como de manter contato com servidores desses órgãos. A operação busca reunir provas para esclarecer a atuação dos servidores no possível favorecimento indevido na análise e aprovação de processos de licenciamento ambiental.
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