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Instituto ligado a Trump faz pesquisa em Brasil sem autorização do TSE

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Instituto ligado a Trump faz pesquisa em Brasil sem autorização do TSE

O instituto americano McLaughlin & Associates, ligado ao entorno político de Donald Trump, realizou uma sondagem no Brasil sobre a eleição presidencial de 2026 e apontou o presidente Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno. A pesquisa não foi registrada na Justiça Eleitoral.

O levantamento ouviu 1.831 eleitores prováveis nos dias 27 e 28 de junho, poucos dias depois da divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com críticas a Flávio. A margem de erro informada é de 2,3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na simulação de primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Ronaldo Caiado (PSD) marca 7%, Romeu Zema (Novo) tem 5% e Renan Santos (Missão) aparece com 3%.

O cenário de segundo turno coloca Lula e Flávio numericamente empatados, com 45% das intenções de voto para cada um. s ligadas à Casa Branca afirmaram que os números já teriam chegado à mesa de Trump, que acompanha a movimentação política no Brasil.

Levantamento também mediu opinião sobre STF, Bolsonaro e facções

A sondagem incluiu perguntas sobre o Supremo Tribunal Federal. Um dos itens apontou que 72% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment de ministros da Corte que tenham cometido crime ou má conduta; 16% se disseram contrários e 12% responderam não saber.

O instituto também perguntou aos entrevistados sobre uma suposta decisão do STF de “barrar” Jair Bolsonaro de disputar a Presidência em 2026. O ex-presidente se tornou inelegível primeiro por condenação no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico.

Nesse recorte, 52% dos entrevistados disseram ser contrários à suposta decisão atribuída ao Supremo, enquanto 41% afirmaram apoiar a medida. Outros 7% responderam que não sabiam opinar.

A pesquisa ainda testou o apoio à adoção de um comprovante impresso do voto após o registro na urna eletrônica, proposta defendida por bolsonaristas. A ideia teve apoio de 81% dos entrevistados; 13% se declararam contrários e 7% não souberam responder.

Outro tema abordado foi a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas. A medida recebeu apoio de 56% dos entrevistados, enquanto 30% disseram ser contrários e 14% não souberam opinar.

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