O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (21) que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tentou se aproximar dele por diferentes caminhos, mas nunca por meio dos canais oficiais. Segundo Haddad, ele decidiu não recebê-lo porque já havia analisado os balanços da instituição financeira e recebido informações preocupantes sobre o banco.
“Vorcaro tentou se aproximar de mim por vários caminhos, mas nunca pelo caminho oficial. Eu já havia analisado o balanço do Banco Master e recebido informações preocupantes do mercado financeiro. Por isso, não o recebi: não tinha o que conversar com ele”, disse, ao MyNews.
O ministro também afirmou que, posteriormente, os pedidos de audiência passaram a ser acompanhados de mensagens sugerindo que uma eventual crise envolvendo o Banco Master poderia gerar instabilidade no sistema financeiro. Para Haddad, isso não deve interferir no trabalho das autoridades.
“Depois, os pedidos de audiência passaram a trazer recados implícitos de que, se algo acontecesse com ele, o caos se instalaria. Mas o Brasil não pode passar pano nem politizar investigações criminais. É preciso investigar e punir quem errou”, declarou.
Defesa da PF
Haddad ainda defendeu a atuação da Polícia Federal durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o órgão tem autonomia para conduzir investigações.
“Até aqui, a Polícia Federal tem atuado com ampla autonomia no governo Lula: investiga, apura, comprova, processa e prende quando necessário”, concluiu.