Pular para o conteúdo

Grupo neonazista tinha plano para explodir Planalto e prédio durante debate

grupo-neonazista-tinha-plano-para-explodir-planalto-e-predio-durante-debate
Grupo neonazista tinha plano para explodir Planalto e prédio durante debate

Um grupo extremista monitorado pelas autoridades planejava explodir o Palácio do Planalto e discutiu atacar o edifício que receberia um debate do segundo turno das eleições. A investigação identificou as conversas em grupos do Telegram usados para recrutamento, difusão de ideologia neonazista e incentivo à violência.

Os participantes do grupo restrito compartilhavam mapas de prédios dos Três Poderes, incluindo o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), além da planta baixa do Planalto. Eles discutiam formas de entrar e sair do palácio e tratavam a invasão e a explosão de prédios públicos como objetivo.

Uma das mensagens recuperadas mencionava a intenção de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”. Os investigadores também encontraram defesas de uma “revolução” e da “abolição do Estado”, com a intenção de usar um ataque em Brasília para difundir uma mensagem violenta e antidemocrática.

O maior dos grupos reunia mais de 600 integrantes. Administradores selecionavam participantes considerados mais alinhados ao perfil procurado e os convidavam para uma segunda comunidade, restrita a 46 pessoas; o acesso dependia de link ou da busca pelo nome exato do grupo.

Manuais de explosivos e mandados em cinco estados

No grupo menor, as conversas avançaram para instruções sobre fabricação de explosivos e coquetéis molotov. Os participantes também faziam cálculos sobre quantidades e custos de materiais; o Ministério da Justiça e Segurança Pública estimou que os recursos debatidos poderiam produzir mais de três granadas por integrante.

Os administradores procuravam identificar pessoas dispostas a participar de ações violentas e, segundo a apuração, buscavam inclusive integrantes dispostos a matar. Em uma conversa, um participante pediu indicações de outros grupos nazistas para ampliar o recrutamento.

O CyberLab, laboratório do Ministério da Justiça voltado à repressão de crimes cibernéticos, classificou os dois grupos como de alto grau de periculosidade. O órgão informou que, naquele ano, produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio, com conteúdos racistas, homofóbicos, misóginos e agressões contra mulheres.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os investigados podem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime; computadores e celulares recolhidos seguem sob análise dos investigadores.

autores
tópicos relacionados

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *.