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Saúde

Vacinação contra a Gripe em 2026: Respostas sobre eficácia e aplicação

Por Atualizado em 23 Jun 2026, 09h18 4 min de leitura Expresso Rio
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A temporada de gripe começou mais cedo em 2026 e já acende um alerta em diferentes regiões do Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, 26 estados registraram aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com mais de 16 mil notificações até o início de março.

O cenário ocorre em meio à circulação simultânea de outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório, além da presença da variante K do vírus Influenza A H3N2, identificada no país em dezembro do ano passado.

De acordo com informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a temporada de influenza em 2026 pode apresentar intensidade acima do habitual. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou a necessidade de ampliação da vacinação contra gripe o quanto antes.

A médica e sanitarista Melissa Palmieri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirma que a vacinação deve fazer parte da rotina de cuidados da população.

“Manter o esquema vacinal atualizado contribui para reduzir a circulação do vírus e proteger tanto o indivíduo quanto a sociedade”, destacou.

Mesmo com a recomendação das autoridades de saúde, dúvidas sobre a vacina contra influenza ainda são frequentes, principalmente diante do aumento recente de doenças respiratórias.

A vacina protege contra todas as variantes da gripe?

Segundo especialistas, as vacinas são atualizadas anualmente para proteger contra as cepas com maior circulação em cada temporada.

O imunizante estimula o organismo a produzir anticorpos contra o vírus da gripe, ajudando o corpo a reagir em caso de infecção.

Como o vírus sofre mutações frequentes e a proteção diminui com o tempo, a vacinação anual é considerada necessária pelas autoridades sanitárias.

Quem está com febre pode se vacinar?

Em casos de febre ou sintomas gripais mais intensos, a recomendação médica é adiar a vacinação até a recuperação do paciente.

Segundo especialistas, o organismo precisa estar em condições adequadas para responder corretamente ao imunizante. Além disso, a medida evita confusão entre sintomas da doença e possíveis reações leves da vacina.

O Ministério da Saúde também orienta manter hidratação e repouso durante quadros gripais.

“Caso você apresente os sintomas da gripe, é fundamental manter-se hidratado, dando preferência a líquidos como soro de hidratação oral, água, chás e sucos”, afirmou Patrícia Ruffo, nutricista e gerente científica da Divisão Nutricional da Abbott no Brasil.

Segundo a profissional, em situações de perda de apetite ou dificuldade alimentar, suplementos nutricionais podem ser indicados mediante orientação médica ou nutricional.

A vacina contra gripe pode causar influenza?

Não. De acordo com especialistas e órgãos de saúde, a vacina contra influenza não contém vírus ativo capaz de provocar gripe.

Os efeitos mais comuns após a aplicação costumam ser leves e passageiros, como dor, vermelhidão ou pequeno inchaço no local da aplicação.

Segundo médicos, muitas pessoas acabam associando sintomas respiratórios posteriores à vacinação, embora a causa geralmente esteja relacionada à circulação de outros vírus no período.

Pessoas com imunidade baixa podem receber a vacina?

Sim. A vacinação é recomendada inclusive para pessoas com imunossupressão, como pacientes em tratamento oncológico ou pessoas vivendo com HIV.

Nesses casos, a orientação médica é considerada fundamental para definir o melhor momento da aplicação, principalmente durante tratamentos específicos como a quimioterapia.

Quem tomou a vacina em 2025 precisa repetir?

Sim. A imunização contra influenza precisa ser renovada todos os anos devido às constantes mudanças do vírus e à redução gradual da proteção imunológica.

As vacinas aplicadas em 2026 foram atualizadas para acompanhar as variantes mais recentes em circulação.

Além da vacinação, especialistas reforçam que medidas simples continuam sendo importantes para reduzir a transmissão de vírus respiratórios.

Lavar as mãos frequentemente, manter ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas gripadas estão entre as principais recomendações.

Em casos de sintomas, a orientação é buscar atendimento médico rapidamente.

“A medicação antiviral funciona melhor se for administrada até 48 horas após o início dos sintomas, portanto, o diagnóstico rápido e assertivo é fundamental para o tratamento adequado e a recuperação plena”, afirmou Oscar Guerra, diretor médico da Divisão de Diagnósticos Rápidos da Abbott para a América Latina.

O avanço da gripe em 2026 reforça o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação e da prevenção, especialmente em períodos de maior circulação viral no Brasil.

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