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Governo Lula teme ofensiva de Trump e Milei nas redes às vésperas da eleição

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Governo Lula teme ofensiva de Trump e Milei nas redes às vésperas da eleição

Integrantes do governo e da pré-campanha do presidente Lula avaliam que Donald Trump e Javier Milei podem intensificar ações de interferência na eleição brasileira para favorecer Flávio Bolsonaro. A principal preocupação está concentrada nos três ou quatro dias anteriores à votação, marcada para 4 de outubro. Com informações da Folha de S.Paulo.

Aliados do presidente temem uma ofensiva coordenada nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial, desinformação e pressão sobre plataformas digitais. O grupo aposta em medidas preventivas do Tribunal Superior Eleitoral, mas admite que seria difícil bloquear completamente uma operação articulada a partir do exterior.

Lula tem dito a auxiliares que o cenário é diferente das campanhas anteriores por causa da possibilidade de intervenção direta de governos estrangeiros. O receio aumentou após Milei participar da convenção do PL, atacar autoridades brasileiras e declarar apoio explícito à candidatura de Flávio.

No evento, o partido também exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial no qual Jair Bolsonaro apresenta o filho como seu sucessor. Integrantes da campanha petista interpretaram a peça como um teste aos limites das regras eleitorais e das decisões judiciais impostas ao ex-presidente.

O governo também acompanha os movimentos de Trump. Segundo o jornal estadunidense The Washington Post, auxiliares do republicano planejavam vir ao Brasil para questionar a integridade do processo eleitoral. O Itamaraty negou os vistos solicitados pelos dois integrantes da administração estadunidense.

A aproximação da família Bolsonaro com Washington é monitorada pelo Planalto. Flávio já foi recebido por Trump na Casa Branca, enquanto Eduardo Bolsonaro atua junto ao Departamento de Estado em defesa dos interesses políticos do grupo.

A ofensiva de Milei agravou a crise diplomática entre Brasil e Argentina. O governo convocou o embaixador argentino para manifestar repúdio e chamou o representante brasileiro em Buenos Aires para consultas. A China, após conversa entre Lula e Xi Jinping, declarou apoio à soberania brasileira e rejeitou interferências externas.

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