Gleisi critica Folha por “terrorismo fiscal” e reage a editorial

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Imagem: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu com críticas duras ao editorial publicado pelo jornal Folha de S.Paulo neste domingo (19). O texto do veículo apontou a dívida pública como um sinal de “fracasso alarmante” no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que levou a ministra a acusar o jornal de promover “terrorismo fiscal”.

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Editorial da Folha de S.Paulo. Foto: Reprodução

Em publicação nas redes sociais, Gleisi contestou a análise apresentada pelo jornal, afirmando que a avaliação econômica baseada exclusivamente na dívida pública ignora outros indicadores relevantes. Segundo ela, a metodologia utilizada pelo editorial desconsidera avanços recentes, como a redução do déficit fiscal, que estaria próxima de zero.

A ministra também destacou que o cálculo da dívida inclui dados de estados e municípios, o que, na visão dela, distorce a leitura sobre a gestão do governo federal. Para Gleisi, essa abordagem serve para desqualificar resultados econômicos positivos e reforçar uma narrativa negativa.

O editorial da Folha, por sua vez, sustentou que a dívida pública continua sendo o principal termômetro para medir a política fiscal. O texto ainda afirmou que o governo tem recorrido a mecanismos contábeis para apresentar resultados do Tesouro Nacional, além de comparar o atual mandato de Lula com o período da ex-presidente Dilma Rousseff, apontando aquele momento como um dos maiores retrocessos econômicos recentes.

Ao rebater essas críticas, Gleisi questionou a postura do jornal durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela mencionou decisões econômicas adotadas na gestão anterior, como mudanças no teto de gastos e o adiamento de pagamentos de precatórios, além de citar um aumento expressivo no endividamento público.

A ministra também citou o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, argumentando que não houve a mesma cobrança por parte da imprensa naquele período. Segundo Gleisi, o aumento atual da dívida está diretamente relacionado ao impacto dos juros elevados.

Na avaliação da ministra, o editorial tem como objetivo pressionar o governo a reduzir investimentos em áreas estratégicas. Ela afirmou que esse tipo de discurso busca justificar cortes em políticas sociais e em infraestrutura, além de ameaçar a política de valorização do salário mínimo.

Gleisi concluiu afirmando que o governo não pretende alterar sua linha de atuação econômica em função desse tipo de crítica, reforçando que não haverá recuo em medidas voltadas à população.

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