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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro leva anotações na mão à sabatina da Globo e repete estratégia usada pelo pai

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Imagem: Reprodução | TV Globo
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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou nesta sexta-feira (28) de sabatina da TV Globo com algumas palavras escritas na palma da mão esquerda. Durante a entrevista, foi possível identificar as expressões “Mudança”, “Futuro” e “7/set”. O recurso chamou atenção por lembrar uma estratégia já utilizada por Jair Bolsonaro em aparições públicas durante campanhas eleitorais anteriores.

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Candidato do PL escreveu Mudança, Futuro e 7/set na mão esquerda / Reprodução TV Globo

Ao longo da sabatina, Flávio foi questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro e sobre recursos destinados ao financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, projeto relacionado à trajetória de Jair Bolsonaro. O senador negou que tenha recebido pessoalmente valores ou que o financiamento tenha provocado qualquer tipo de contrapartida em sua atuação parlamentar. “Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai”, declarou.

Segundo Flávio, sua relação com Vorcaro teria se limitado à busca de recursos para a produção audiovisual. “Não teve nenhuma contrapartida no meu mandato no Senado para esse investidor. Foi um patrocínio que não tem nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro”, afirmou. Durante as respostas, o candidato também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e buscou relacionar o debate sobre o Banco Master à atuação do atual governo.

Outro assunto abordado foi a situação judicial de Jair Bolsonaro. Flávio voltou a defender o pai e classificou o processo que resultou em sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como uma “grande farsa armada para tirar Bolsonaro da vida pública”. O candidato também criticou o julgamento e afirmou que o ex-presidente teria sido “julgado por seus inimigos”. Ao comentar os atos de 8 de janeiro de 2023, utilizou a expressão “golpe da Disney”.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros também entraram na entrevista. Flávio responsabilizou politicamente o governo Lula pelo episódio e reconheceu que seu irmão, Eduardo Bolsonaro, errou ao agradecer publicamente pelas sanções. “Acho que ele errou em agradecer as tarifas, até porque foi uma decisão do governo americano, não teve nada a ver com Eduardo”, afirmou.

O candidato disse ainda ter defendido junto ao presidente norte-americano Donald Trump o cancelamento das tarifas e outros pedidos relacionados ao tema. Segundo Flávio, ele também argumentou que uma eventual vitória de sua candidatura poderia abrir caminho para uma nova negociação entre Brasil e Estados Unidos. Na área econômica, o senador voltou a criticar a política fiscal do governo federal, atribuindo ao aumento dos gastos públicos e dos impostos parte da responsabilidade pelo nível elevado dos juros.

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