O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, iniciou sua participação na sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, nesta sexta-feira (28), fazendo uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao responder aos apresentadores Renata Vasconcellos e César Tralli, Flávio manifestou solidariedade à jornalista e classificou como uma “descortesia” a forma como Lula reagiu a uma pergunta feita durante a entrevista da noite anterior.
“Quero prestar minha solidariedade a você”, afirmou Flávio ao mencionar o episódio. A declaração fez referência a um momento da sabatina de quinta-feira (27), quando Renata questionou Lula sobre dívida pública e metas para a economia. Na ocasião, o presidente contestou a forma como a pergunta havia sido formulada e disse que esperava que uma jornalista da “qualidade” e “competência” da apresentadora tivesse iniciado o questionamento de outra maneira. Em seguida, Lula apresentou a forma como, na avaliação dele, a pergunta poderia ter sido feita.
Ao trazer o episódio logo no começo da entrevista, Flávio colocou o confronto com Lula entre os primeiros temas de sua participação no telejornal. A disputa entre os dois candidatos também chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE): a campanha do senador apresentou pedido de direito de resposta contra declarações feitas por Lula no Jornal Nacional relacionadas ao cenário econômico e fiscal do governo de Jair Bolsonaro. O pedido representa a versão apresentada pela campanha de Flávio e ainda depende da análise da Justiça Eleitoral.
Lula, por sua vez, comentou nesta sexta-feira sua participação na sabatina da Globo. O presidente afirmou que havia se preparado para apresentar propostas, números e resultados de seu governo, mas considerou que não conseguiu abordar todos os assuntos que pretendia durante os cerca de 40 minutos de entrevista. Apesar disso, declarou que não reclama da atuação dos jornalistas e reconheceu que cabe aos entrevistadores escolher os temas e questionamentos que considerem relevantes.
A troca de críticas ocorre em meio à intensificação da campanha presidencial de 2026. As entrevistas do Jornal Nacional colocam os candidatos diante de questionamentos sobre economia, democracia, segurança pública, histórico político e propostas para um eventual mandato, ampliando a exposição dos presidenciáveis às vésperas do primeiro turno.




