O governo dos Estados Unidos está ampliando sua ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), anunciando que cidadãos americanos, residentes permanentes e empresas nos EUA também podem ser alvo de sanções se mantiverem relações financeiras ou prestarem apoio a essas facções criminosas.
De acordo com s do Departamento de Estado, essa medida reforça a política antiterrorismo adotada pela administração do presidente Donald Trump, após a classificação dessas organizações criminosas brasileiras como Organizações Terroristas Estrangeiras. Isso significa que não apenas estrangeiros, mas também cidadãos americanos e empresas dos EUA podem ser afetados pelas sanções se forem encontrados envolvidos com o PCC ou o Comando Vermelho.
O Departamento de Estado esclareceu que qualquer pessoa física ou jurídica que ofereça apoio financeiro, material ou operacional a essas facções criminosas pode ser investigada e submetida às sanções previstas na legislação antiterrorismo dos Estados Unidos. Isso inclui restrições migratórias, cancelamento de vistos e até deportação do território americano, no caso de estrangeiros.
Já foram aplicadas as primeiras punições decorrentes da nova classificação das facções. O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia localizada em Portugal, apontados como integrantes de uma estrutura de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Essas empresas tiveram seus bens bloqueados, e cidadãos, instituições financeiras e empresas norte-americanas estão proibidos de realizar qualquer operação financeira com os sancionados.
A medida representa um endurecimento da política norte-americana de combate às organizações criminosas transnacionais e amplia o alcance das sanções, demonstrando o compromisso do governo americano em combater o crime organizado em todas as suas formas.
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