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EUA avaliam voltar a impor sanções a Alexandre de Moraes, diz Financial Times

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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O governo dos Estados Unidos avalia voltar a impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo reportagem publicada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times. De acordo com o periódico, que cita pessoas familiarizadas com as discussões em Washington, a possibilidade de restabelecer medidas com base na Lei Global Magnitsky está novamente sob análise. Até o momento, porém, não há anúncio oficial de uma nova sanção contra o ministro.

Segundo o Financial Times, a discussão ganhou força depois de decisões de Moraes relacionadas a uma investigação que envolve o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida e o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado na apuração como uma de suas s. Luís Pablo publicou reportagens questionando o uso de veículos vinculados ao poder público na segurança do ministro Flávio Dino e de integrantes de sua família. O jornalista foi alvo de busca em março, enquanto Cutrim foi alvo de medida semelhante mais recentemente.

Em decisão consultada pelo Expresso Rio, Moraes afirmou haver “indícios relevantes” da possível prática do crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal, além de outras condutas que ainda poderiam ser apuradas. O ministro sustentou ainda que informações divulgadas nas publicações poderiam ter sido obtidas por meio de mecanismos estatais capazes de identificar veículos relacionados à segurança de autoridades. As suspeitas estão sob investigação e não representam conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

O caso também reúne versões divergentes. Pessoas ligadas a Dino afirmam que houve monitoramento de veículo particular utilizado pelo ministro e contestam a existência de irregularidade no esquema de segurança. A investigação também apura movimentação financeira de R$ 100 mil relacionada ao jornalista. Luís Pablo nega ter recebido dinheiro para produzir reportagens contra Dino, afirma que o valor correspondia a um empréstimo pessoal e sustenta que jamais perseguiu o ministro ou seus familiares. Ele também afirma que suas publicações se basearam em informações jornalísticas recebidas de .

Moraes já havia sido incluído, em 30 de julho de 2025, na lista de sancionados do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos com fundamento na estrutura da Lei Global Magnitsky. Na ocasião, o governo norte-americano apresentou acusações de violações de direitos e restrições à liberdade de expressão para justificar a medida argumentos contestados no Brasil e pelo próprio ministro.

As sanções foram retiradas em 12 de dezembro de 2025, quando o governo americano removeu Moraes, sua mulher, Viviane Barci de Moraes, e o Lex Instituto da lista de pessoas e entidades sancionadas. A eventual retomada das medidas, portanto, dependeria de uma nova decisão formal do governo dos Estados Unidos. Por enquanto, conforme o Financial Times, o assunto permanece em discussão dentro da administração americana.

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