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Política

Guedes culpa STF por avanço de “jornalista picareta”, mas critica decisão de Moraes

Por 3 min de leitura Expresso Rio
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Guedes culpa STF por avanço de “jornalista picareta”, mas critica decisão de Moraes
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O jornalista Octávio Guedes criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a análise dos equipamentos eletrônicos apreendidos do blogueiro Luís Pablo. Durante o “Estúdio i”, da GloboNews, na sexta-feira (14), ele afirmou que o magistrado deveria ter adotado cuidados para preservar o sigilo da , independentemente das suspeitas contra o profissional investigado.

Guedes relacionou o caso ao fim da exigência do diploma para o exercício do jornalismo, decidido pelo STF em 2009. “Já existia jornalista picareta com diploma, tomador de grana. Quando você acaba [com a exigência], aumenta ainda mais essa possibilidade. Isso está na conta do STF. Hoje, efetivamente, qualquer um abre um blog, se autodenomina jornalista e passa a ter, sim, o direito da ”, afirmou.

O comentarista ressaltou, porém, que as suspeitas levantadas contra Luís Pablo não afastam automaticamente a proteção prevista na Constituição. “O que não justifica um ministro não tomar os cuidados devidos ao tomar uma decisão como Alexandre de Moraes tomou”, disse.

▶️ Octávio Guedes: fim do diploma de jornalista abriu espaço para “jornalismo de picareta” e recai sobre o STF

O jornalista Octávio Guedes afirmou que o fim da obrigatoriedade do diploma ampliou a possibilidade de pessoas se autodenominarem jornalistas para cometer crimes… pic.twitter.com/QZwdFtpJpy

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) August 14, 2026

“Mesmo que seja um picareta, valendo-se do título de jornalista para cometer um crime, a mando de um delegado que foi preso por esse juiz, mesmo nesse contexto, deveria haver um cuidado de você, na sua decisão, afastar qualquer dúvida de que não era em relação ao direito sagrado do sigilo da do jornalista”, prosseguiu Guedes. “Você tinha que deixar bem claro isso, porque isso não dá.”

A investigação começou após Luís Pablo publicar textos sobre o uso de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão pelo ministro Flávio Dino e seus familiares. Em março, Moraes autorizou a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos do blogueiro. A análise do material levou a Polícia Federal a identificar o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim como uma possível das publicações.

Moraes sustenta que o sigilo da , embora seja uma garantia constitucional, não pode servir de proteção para práticas criminosas. Luís Pablo nega ter monitorado Dino ou recebido dinheiro para publicar reportagens. Entidades jornalísticas criticaram as medidas e alertaram para o risco de violação do sigilo da e de criação de um precedente contra a liberdade de imprensa.

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