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Em plano sobre a Copa, diretor da FIFA acusa Infantino de enganar funcionários

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Em plano sobre a Copa, diretor da FIFA acusa Infantino de enganar funcionários

O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, acusou o presidente da entidade, Gianni Infantino, de enganar funcionários ao conduzir sem transparência um plano de investimento privado ligado à Copa do Mundo. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (31), Lamour afirmou que os trabalhadores “merecem algo melhor do que desprezo e intimidação”.

Lamour classificou a proposta como um “projeto de uma pessoa” e defendeu que ela não avance. “Este projeto não só não deve prosseguir… como chegou a hora de os líderes políticos do futebol se questionarem corretamente e tomarem as decisões certas”, declarou.

O diretor disse que não pretende pedir demissão, embora admita o risco de perder o emprego por se manifestar. “Se isso significar perder meu emprego, que assim seja. Pelo menos vou dormir bem esta noite”, afirmou.

Na crítica a Infantino, Lamour disse que vice-presidentes, integrantes do Conselho da FIFA, confederações, federações, jogadores, ligas, clubes, torcedores e a própria administração foram ignorados. Para ele, a condução do tema revela “falta de confiança, falta de transparência, falta de discernimento, falta de boa governança. E uma grave falta de respeito”.

Também nesta sexta-feira (31), Carlos Cordeiro deixou o posto de conselheiro sênior de Infantino em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, ele ocupava a função desde 2021 e integra a força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026.

Cordeiro criticou a ideia de vender 20% de uma nova subsidiária responsável por comercializar direitos da Copa do Mundo. O empreendimento teria avaliação de US$ 20 bilhões, e a operação buscaria levantar US$ 4,2 bilhões com investidores privados. “É um mau negócio para as Associações Membro da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo”, disse.

O ex-assessor questionou por que a FIFA pretende captar recursos apesar de possuir bilhões de dólares em reservas e não ter dívidas. Ele citou os US$ 15 bilhões em receitas entre 2022 e 2026 mencionados por Infantino e afirmou que vender uma participação permanente no principal ativo comercial da entidade significaria “hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente”.

A Confederação Asiática de Futebol, a Concacaf e a UEFA se posicionaram contra o plano, reunindo 143 das 211 associações filiadas à FIFA — mais do que as 106 necessárias para aprová-lo em votação.

A entidade respondeu que não está “vendendo futebol”, atribuiu parte da reação a “reportagens incorretas da mídia” e afirmou que seguirá com o processo de consulta; a Confederação Africana avaliará a proposta na próxima semana, enquanto a Oceania discutirá o tema no próximo mês.

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