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Pesquisa aponta família Bolsonaro como principal culpada por tarifaço dos EUA

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Pesquisa aponta família Bolsonaro como principal culpada por tarifaço dos EUA

A família Bolsonaro é apontada por uma parcela maior dos brasileiros como a principal responsável pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31) mostra que 45,4% dos entrevistados atribuem a responsabilidade ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto 41,5% culpam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A diferença entre os dois grupos é de 3,9 pontos percentuais. O resultado revela um cenário dividido, mas com vantagem para a avaliação de que a atuação da família Bolsonaro teve maior influência na adoção das medidas tarifárias anunciadas pelo governo norte-americano.

Maioria vê motivação política por trás das tarifas

O levantamento também mediu a percepção dos brasileiros sobre as razões que levaram os Estados Unidos a impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Para 43,3% dos entrevistados, a principal motivação é política e tem como objetivo influenciar o resultado das eleições presidenciais no Brasil.

Outros 39,6% avaliam que a decisão tem caráter econômico, voltado à proteção da economia e dos interesses comerciais dos Estados Unidos. Já 10,3% acreditam que a medida busca fortalecer o presidente Donald Trump no cenário interno norte-americano, enquanto 6,8% não souberam responder.

Os números indicam que a hipótese de interferência política aparece à frente da interpretação de que o tarifaço foi motivado principalmente por interesses comerciais, embora a diferença entre as duas avaliações seja pequena.

Pesquisa aponta confiança em acordo entre Brasil e EUA

Apesar do impasse comercial, a maior parte dos entrevistados acredita que o governo Lula conseguirá negociar uma solução com os Estados Unidos. Segundo a pesquisa, 45,6% avaliam que a gestão petista será capaz de chegar a um acordo para reduzir as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros.

Por outro lado, 39,7% não acreditam que haverá entendimento entre Brasília e Washington. Outros 14,4% disseram não saber ou não responderam. O resultado sugere que, mesmo diante do agravamento das tensões, ainda prevalece a expectativa de uma saída diplomática.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.021 eleitores entre os dias 22 e 27 de julho. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08602/2026.

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