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Direita perde vice no Rio e Douglas Ruas fica mais isolado na disputa

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Direita perde vice no Rio e Douglas Ruas fica mais isolado na disputa

A pré-campanha do PL ao Governo do Estado do Rio de Janeiro sofreu um novo revés às vésperas das convenções partidárias. O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), anunciou que não será mais candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL).

A decisão foi comunicada neste fim de semana ao próprio Douglas Ruas e ao presidente estadual do PL, Altineu Côrtes. Com a saída de Lisboa, cresce a expectativa de que a federação formada por PP e União Brasil adote uma posição de neutralidade na disputa estadual.

Neutralidade fortalece adversários

A possível neutralidade da federação PP-União é vista como um fator que pode aumentar o isolamento político do PL no estado. Juntos, PP e União Brasil elegeram cerca de um terço dos prefeitos fluminenses nas últimas eleições municipais e possuem um dos maiores tempos de propaganda eleitoral.

Enquanto o PL tenta reorganizar sua chapa, Eduardo Paes (PSD) consolidou uma ampla aliança com partidos como MDB, PT, PDT, PSB, Solidariedade e outras legendas.

Em nota, o PP afirmou que a decisão de Rogério Lisboa teve caráter estritamente pessoal e ressaltou que a relação entre ele e Douglas Ruas permanece respeitosa.

Rogério Lisboa é considerado próximo de Eduardo Paes. Nos bastidores, a avaliação é de que, caso a neutralidade da federação seja confirmada, o ex-prefeito de Nova Iguaçu poderá apoiar a candidatura do prefeito da capital ao Governo do Estado.

No início de 2026, Lisboa chegou a ser cotado para compor a chapa de Paes, mas acabou indicado pelo partido para integrar a aliança liderada pelo PL.

Chapa perdeu três nomes

A saída de Rogério Lisboa amplia as mudanças na composição da chapa apresentada pela direita no início do ano.

Dos quatro nomes anunciados ao lado do senador Flávio Bolsonaro, apenas Douglas Ruas permanece na formação original.

O então governador Cláudio Castro ficou inelegível após condenação judicial e também passou a ser alvo de investigações da Polícia Federal. Já o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, que era cotado para disputar o Senado, foi preso em flagrante por posse ilegal de um fuzil e sua permanência na disputa é considerada improvável.

Novo desafio para o PL

As mudanças se somam à decisão do Supremo Tribunal Federal que manteve Ricardo Couto no comando do Governo do Estado após a renúncia de Cláudio Castro.

A expectativa do PL era que Douglas Ruas assumisse o Palácio Guanabara de forma interina antes do início da campanha eleitoral, mas o entendimento do STF foi de que Ricardo Couto era o primeiro na linha sucessória no momento da vacância do cargo.

Com a convenção estadual do PL marcada para a próxima semana, a legenda agora terá de definir um novo nome para compor a chapa e buscar alternativas para ampliar sua base de apoio na disputa pelo governo fluminense.

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